Mostrando postagens com marcador Dança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dança. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Alla Brasileira

Meus pés, depois desse tempo longe, logo abraçam essas areias. Que bom sentir a areia quente depois do gelo cinza do inverno. Que felicidade sentir o verão na pele depois de meses de frio na terra estrangeira. 
 

E o Mar! Ah, o mar... azul esmeralda que rouba meus sorrisos.

De noite o corpo grita de alegria no samba da Lapa. E assim, como num despertar, a dança e o frescor alla brasiliana voltam e fazem vibrar a minha alma.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Diante do Novo

Ultimamente as marés me levavam de um continente ao outro. E cansada de tanto viajar e  me sentir sem chão, resolvi (mais uma vez) optar pela mudança. Mudança de casa, de país, de tempo. Me espera o desconhecido.  O desconhecido de uma relação a dois. Do amor.


E com tantas mudanças sinto um turbilhão de emoções que é difícil de expressar em palavras. 


Ontem fui ao samba e pensei que adoraria que a vida fosse sempre leve, alegre e simples: como o samba. Mas a vida é complexa em certos momentos. 


E por isso sambo e danço. 
Canto para aliviar o peso, os medos e as inseguranças diante do novo. 


Diante do oceano.  


Pois é: resolvemos casar.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saudades

Sombria. Assim me sinto quando você se vai. Tento ignorar o aperto no peito, finjo que logo passa. Os primeiros dias são sempre os piores. Fico achando que você vai voltar e entrar pela porta a qualquer momento, de sorriso aberto. 
A noite, sua ausência dói demais. 


Achava que com o tempo iria me acostumar com a distância, mas é ao contrário. Está cada vez mais doloroso ter que me afastar de você. Até porque foi tão maravilhoso passar esses últimos dias com você. Nosso ano novo foi amor, dança (com chuva!) e música de mar.


Depois veio a praia, o sol, o seus braços a me envolver, a areia, a bossa-nova, meus lábios a te beijar, o samba, o mar turquesa, a Bahia e nesse pedaço de paraíso: o nosso primeiro ano juntos. Só de lembrar me escapa um sorriso. 


Que esse primeiro ano nosso, tão nosso, possa se multiplicar em momento-pétalas de amor infinito.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Lua negra

Meus pés afundam nos pântanos de uma realidade sombria. Ninguém deseja a fatalidade ou a dor profunda de uma notícia sem volta. Sim, foi muito doloroso meu aniversário. Como queria que fosse como antes!

Ainda assim nas frestas do peito busco um vazio, um cantinho qualquer em que a alegria possa se adentrar. E é na dança, no samba de raiz, no requebrado do pé, dos quadris e no movimento vibrante da música que tenho buscado um sopro de vida. Pois meu coração parecia mais morto do que nunca.

A dança me traz a cor de volta ao rosto.

O mar, o sal, o sol me consolam mais uma vez.
É lá que respiro.

E você,
você me traz esperança de novos vôos:
de aventura a dois, de leveza da lua, de ventania na noite,
de abraço firme, de troca sem palavras.

De lua negra virando crescente.

domingo, 22 de agosto de 2010

A Nossa Dança

Gosto do seu abraço de Sol. Você derrete qualquer frio interno e transforma a minha neve em rio.

Gosto de estar entregue em seus braços, de me enroscar em você no meio da confusão de travesseiros, cobertas e brancos.

Acordar e dormir do seu lado faz de mim sorriso encantado, borboleta a sonhar no céu infinito.


E na nossa dança... como sou feliz na nossa dança: cheia de rodopios, passos repentinos e estrelas cadentes.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Bailarina


Pintura: Degas

Tem dias que dói. Dói o corpo, dói o peito.
E chove dentro.
Inunda tudo.

Nesse sobe e desce, nesse vai e vem,
ela busca um equilibrar mutante.
Tenta ser artista de circo e cai da corda bamba.


Quando menina ela queria ser bailarina,
sempre nas pontas dos pés,
de saia de tule rodada e sempre, sempre rosa.
Era seu mundo mágico.

A bailarina que ela é hoje quebra as pontas da sapatilha,
escorrega e muda de cor feito arco íris.


E ela - essa bailarina - dança e dança...
em busca de cura que a faça plena;
de luz incessante que a faça girar;
do verde-folha de dentro que acalma;

de um olhar que a decifre;
de um sorriso que a acolha;
de um encontro que nunca acabe.

De um eterno que dure.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Adolescente em festa



Nas festas, depois dos jogos do Brasil (na Copa do Mundo) eis que ressurge a minha adolescente, que há tempos andava adormecida. Porque essa minha adolescente era pura emoção e alegria nas festas. E ela lembrou-se de Copas do Mundo e festividades passadas e despertou. Algumas pessoas próximas reclamavam e diziam que aquele mesmo lugar já havia sido melhor, porque quando eu era mais "nova" isso, aquilo e aquilo outro...


Mas a minha adolescente nem deu ouvidos:

E cantou para a lua cheia que iluminava seus cabelos; dançou o samba que se formou no meio da rua, cheio de tumulto, instrumentos e sons inesperados (o trompete foi para ela a sensação da noite); sentiu a alegria de tanta gente e sorriu branco como a lua; sentiu a criatividade daquelas pessoas cheias de melodia na alma e dança colorida no pé; regojizou-se nos pulos e cantar dos outros; percebeu as blusas amarelas perdidas nos verdes e abraçou aqueles que abraçavam o momento.

Essa adolescente, cheia de intensidade, livre, espontânea, vive os momentos de festa com leveza e êxtase, sem o pesar do tempo...

Ela sabe que os ventos permanecem na Terra enquanto a gente se esvai num respiro incerto.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Sentir... sem pensar



Ela queria dizer-lhe da intensidade de seus sentimentos. Mas havia aprendido a conter as suas pulsões. Ensinaram-na, quando pequena, que sentir era arriscado. Pois bem! Tentava esconder-se de si mesma.

Uma noite, sentada ao seu lado ferveu por dentro - feito panela de pressão - e não podendo mais conter a ressaca, tascou-lhe um beijo perto dos lábios.

E enrubesceu.


Ele, surpreso, convidou-a para dançar.
Dançaram sem por quês, sem amanhãs.


Entregaram-se aos entrelaces das pernas, aos gestos suaves dos braços, aos movimentos redondos e firmes... e aos desejos contidos que se expressavam na dança.


Ele sentia o contato com o corpo dela e percebia a sua nuca nos segundos em que os cabelos esvoaçavam.

Ela sentia o seu cheiro, o seu rosto e não conseguia conter o tremor que lhe percorria o corpo.

Uma pausa na música a fez subir uma das pernas até os quadris dele e ele furtivamente beijou-a, sem dar espaço ao pensar.

Perderam-se na intensidade do momento.

E assim, sem pensar, deixaram-se levar pela música, pelo fluir da dança e pelo sentir que emanava feito arco-íris de mil pétalas.

Pintura: Drue Kataoka

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Delírio



Já disse aqui o quanto gosto de dançar a dois. Dançar a dois pode ser (por vezes) pouco criativo para a mulher, afinal quem conduz a dança é o homem. Cabe a mulher se entregar feito flor do vento.


Outra noite, para a minha surpresa, encontrei um parceiro de dança desses raros que colorem o salão. Dançando com ele, virei bolha de sabão voadora, etérea... eterna.

Ele ousava no bailar, criava rodopios e eu me transformava em borboleta.

Como é bom ser arrebatada pela criatividade alada do outro.


Queria uma dança-delírio assim a cada lua.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Sobre Forró



Quem me conhece sabe o quanto eu amo o Samba.
Tanto o samba no pé quanto o elegante samba de gafieira.

Apesar disso, me declaro aqui ao forró.O forró pode parecer simples aos olhares desapercebidos e talvez ele seja mesmo. Talvez seja essa simplicidade que o faz ser tão delicioso de dançar.

O forró é visceral, é suor misturado com sensualidade,
giros rápidos e melindrosos que nos tiram do chão.
Dançar forró é sentir o outro, misturar-se na pele,
nos cheiros, na onda rítmica da música
e se deixar levar pelo rebolado dos quadris,
o queimar dos pés e os rodopios delirantes.

É o calor que sobe pelas pernas e invade todo o corpo.
É o êxtase do momento, onde a mente pára de pensar,
só para sentir a brincadeira dos passos,
A arte do momento.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Dançando a dois




Dançando a dois meus pensamentos param, entram em total silêncio e eu viro só sentir. Sinto o corpo e os passos do outro me guiando... Me perco nos passos ritmados do bailar. A música transborda pelo meu corpo. Vivo só a dança e tudo o que ela me traz: calor, movimento, contato com o outro, o rubor da pele, o respirar ofegante, o encontro dos corpos, rodopios, o roçar dos quadris, pernas, passos sincopados, descompassados, calafrios, o cheiro, o tato, o corpo virando líquido, a liberdade de voar.

Na plenitude da Dança não há questões ou que serás.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Gira gira

Ar delirante
Ar dançante

Gira gira comigo
Na dança das minhas partes tontas desatinadas
Partes que já não alcanço
E me põe louca ao seus pés

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Orquestra Voadora


Foi morando na neve, no frio seco, na tempestade invernal
de Nova Iorque que eu realmente descobri o quanto amava o samba,
o requebrar dos quadris, a música de raiz.


As cores, a melodia e o caos arrebatador da Lapa.

E outra noite, lá mesmo nessa Lapa efervescente
,
tubas, saxofones e instrumentos de sopro se juntaram em uma melodia sem fim, um contaminar dos ouvidos e do corpo
que fazia reverberar até a última penugem da alma.

Na luz amarela, meio penumbra,
os intrumentos refletiam só dourado
e a felicidade do sopro cantado,
do êxtase musical que não se explica,
só se sente e expressa.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Dançando



Lá fui eu para a minha aula de samba de gafieira toda animada para descobrir que ela tinha acabado por falta de alunos! Poxa!!! Que triste...

O jeito foi tentar uma aula de dança de salão que tinha acabado de começar e que eu já conhecia o professor. No início da aula eles estavam ensinando o bolero, um tipo de dança que tenho que confessar que achava chatíssimo.

Começei a me perguntar o que estava fazendo ali, quando o professor colocou uma música linda, do Tom Jobim e Vinícius, e começou a dançar lentamente com o seu par. Aos poucos, os dois deslizavam pela sala, leves como o vento mas com o vigor de uma onda que quebra na areia. Fiquei toda arrepiada. Aquela música e a maneira que os dois dançavam era emocionante.

E aí eu entendi... Não importa o tipo de dança, mas o dançar com alma.