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quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Nosso Amor


Quando penso em te encontrar (mais uma vez), depois do Mar e do Tempo que nos separam, meu coração bate vibrante e nervoso. Cada reencontro é como o primeiro encontro. Ao seu lado viro sorriso branco, borboleta amarela, bolinhas de sabão que encantam as crianças. E sim, por vezes também viro capricho.  

Adoro a brincadeira do nosso dia a dia, a nossa troca, a nossa espontaneidade. E sei que os momentos vem e vão, mas com você parece que tudo acontece mais fácil, que o ar se torna mais leve e rarefeito, as cores vibrantes, os aromas mais marcantes. 

O nosso amor acalma o choro e desabrocha o botão das rosas.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Diante do Novo

Ultimamente as marés me levavam de um continente ao outro. E cansada de tanto viajar e  me sentir sem chão, resolvi (mais uma vez) optar pela mudança. Mudança de casa, de país, de tempo. Me espera o desconhecido.  O desconhecido de uma relação a dois. Do amor.


E com tantas mudanças sinto um turbilhão de emoções que é difícil de expressar em palavras. 


Ontem fui ao samba e pensei que adoraria que a vida fosse sempre leve, alegre e simples: como o samba. Mas a vida é complexa em certos momentos. 


E por isso sambo e danço. 
Canto para aliviar o peso, os medos e as inseguranças diante do novo. 


Diante do oceano.  


Pois é: resolvemos casar.

terça-feira, 20 de março de 2012

Caminho

Ana sentia-se triste. O coração desanimava porque tinha acreditado que com ele seguiria um caminho, mas o rio fluiu para outro. E assim, desnorteada, sem saber para onde olhar, sentia seu peito para ver se ali encontrava resposta.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saudades

Sombria. Assim me sinto quando você se vai. Tento ignorar o aperto no peito, finjo que logo passa. Os primeiros dias são sempre os piores. Fico achando que você vai voltar e entrar pela porta a qualquer momento, de sorriso aberto. 
A noite, sua ausência dói demais. 


Achava que com o tempo iria me acostumar com a distância, mas é ao contrário. Está cada vez mais doloroso ter que me afastar de você. Até porque foi tão maravilhoso passar esses últimos dias com você. Nosso ano novo foi amor, dança (com chuva!) e música de mar.


Depois veio a praia, o sol, o seus braços a me envolver, a areia, a bossa-nova, meus lábios a te beijar, o samba, o mar turquesa, a Bahia e nesse pedaço de paraíso: o nosso primeiro ano juntos. Só de lembrar me escapa um sorriso. 


Que esse primeiro ano nosso, tão nosso, possa se multiplicar em momento-pétalas de amor infinito.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Seu canto distante do meu

A saudade aperta o peito. Tantas vezes imagino o que você está fazendo para me sentir mais próxima. Me cansa tanta distância física. E quando tudo está ficando bom ao seu lado, mais uma vez nos despedimos e você vai para o seu cantinho da Terra e eu para o meu. 

Pena que o seu canto é tão distante do meu. E como é que apesar da distância dos Continentes me sinto tão colada em você? Pelo menos de sentimento, de coração. Na minha imaginação sinto seus cabelos desarrumados, seu cheiro, suas brincadeiras. Mas é tão melhor de perto.

Dói pensar que amanhã pode não ser mais. A insegurança por vezes me invade e me faz chover os olhos. Tento me agarrar em qualquer certeza de que vamos continuar juntos. Mas qualquer certeza é incerta. E assim vou tentando patinar num mar cheio de vai-e-vens.

Tenho tantos medos... De te perder, de ser esquecida, de simplesmente não dar certo. Acho que nunca amei tanto alguém, mas você nem está aqui agora para poder te dizer isso.

Só sei que aconteça o que acontecer queria lembrar que você me ajudou a superar momentos simplesmente terríveis nesse ano que passou. E que você, mesmo a distância, estava do meu lado para me ouvir e tudo o que passei foi mais brando, porque quando desabava sabia que tinha você. Te conheci num dos momentos mais críticos da minha vida, mas ainda assim você quis estar comigo e lutou por isso, apesar das intempéries. 

É por tudo isso que te amo tanto e sofro em não poder estar todos os dias juntinho de você, no seu jardim, na sua bicicleta, entre as nossas flores. Criando, pintando juntos. Crescendo feito árvores. Compartilhando estrelas, sentindo o céu, adivinhando as nuvens.

No momento são sonhos-sementes. Quem sabe alguma delas vira flor?

Flor do amor. Com você.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Amore che vola

Me sinto bem junto aos seus cabelos de mar, repletos de ondas e curvas sem fim. Cheiro seu pescoço, pele, cabelos e te agarro.

Depois te solto e você, livre, voa na sua bicicleta. 

Também tenho voado por tantas partes do mundo para ter alguns minutos da sua mão junto da minha, do seu rosto cantando para o meu.  

Sim, eu sei que tem a diferença de língua, cultura, frio e os nossos humores geniosos que algumas vezes se chocam. 

Ma che bella língua é la tua língua italiana! E che lindo ragazzo sei! O amor não tem língua definida. 

Tem cor, gosto, momento.

O amor não tem garantias nem controle, só o deixar-se viver. 

Deito em cima de ti e te sinto. 
Escuto o a vida que sai de ti, 

a respiração a dois

o farfalar de nossas asas. 

Me transforma em borboleta.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Meu ACORDE

É...
Você realmente me acordou (meu A- COR-DE).


Viajar por pequenos paraísos com você me trouxe de volta a vida.
A vida que escorria por meus dedos e pés feito chuva.
E era tanta chuva que saía de dentro!


Na sua música, no seu humor refinado
me deixei voar e virei gaivota.

Gaivota leve,
plainando,
brincando.

Por trás do seu ar de sério você é puro riso.
Adoro nadar em seus braços
e me perder em seus carinhos de girassol.



Gosto de te beijar feito vaga-lume, te abraçar em excesso, te deixar sem graça frente aos costumes do "velho continente", te fazer rir, te fazer cantar, te deixar louco. Te agarrar sem medo. Te roubar por algumas horas. Me entregar sem receio.


Você me esquenta.

Vem pra perto!
E me colore os olhos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Me desperta

Sabe...
Num momento em que choro quase todos os dias, você (mesmo aí do outro lado do mundo, atrás da tela do computador) me transforma em sorriso. Apesar da distância física, te sinto tão perto. Gosto de ouvir a sua voz e ver o seu cabelo se despentear na penumbra. E adoro sentir o seu sorriso, escutar o seu beijo estalar através das estrelas. Faltam poucas nuvens para eu estar do seu lado de novo, dessa vez sentindo seu cheiro, tocando sua pele e cantando, sempre cantando, junto de você.


Me leva amor, para uma viagem bem longe daqui

Me desperta da sombra.


Me mostra os cataventos
e diz para mim que ainda há outros mundos
bem mais coloridos e plenos de beija-flor.

Vamos nos afagar

e nos afogar de ternura e carícias
sem tempo nem hora

Vamos nos tocar em poesia
Nos despir em amor

Me mostra o seu mundo,
o seu A - COR - DE.

Me ACORDA.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dói em mim

Me faço de forte ao seu lado.
Mas é só sair de perto que viro enchente.

Dói escutar seus planos que não podem mais ser...
Dói em mim a sua dor .

Te sinto esvaindo como dente de leão ao vento.
Ainda não me acostumei com o vazio de você.

Sinto-me desvanescendo...
E quando acho que não posso mais,
meu amor por você me carrega.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Carta a minha mãe 2


Mãe,


Já tivemos tantas fases difíceis. Era um desafio superar as nossas diferenças. Mas no momento nada disso importa. Esse amor que sinto por você transcende tudo. Tudo mesmo. Como queria te libertar desse tormento. Queria mãe te dar a paz do olhar dos santos, a luz manga - tangerina do pôr do sol, e as flores das cores que você quisesse.

Queria ser bem mais forte do que estou sendo, estar todo dia ao seu lado. Mas tem dias que me bamboleam as pernas, me tremem as mãos e me desfaço em lágrimas como uma criança pequena. Porque essa criança que existe dentro de mim se desespera e sente medo de ficar sozinha. E de perder você, a minha primeira referência nesse mundo.

Escrevo mãe, para liberar tanta emoção e para lembrar de como você me ensinou a apreciar as palavras, a brincar com as letras, a voar na poesia. Em cada palavra minha tem você, em cada gesto meu, em cada olhar está você, junto, juntinho de mim.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Carta a minha mãe


Mãe,


Você quase foi embora. Quase deixou esse seu jardim de flores e heras ressacadas. Eu sei, você não queria mais um jardim morto e chorava por um recomeço. E eu choro junto mãe. O seu pranto é o meu pranto. Sempre enxerguei a sua dor.


Na sua ausência, mãe, me vi criança novamente. As memórias voltam como um rio: meu irmão e eu, crianças, correndo na praia ao seu redor, os nossos pulos em cima da cama, as nossas brigas que te tiravam do sério, as viagens de carro enrolados no edredon, as brincadeiras cheias de gritos e cantoria.

Eu não sei bem se você já voltou mãe. Te sinto frágil entre homens de branco e uma família entristecida.
Será que você volta?
Onde você está?


Sei o quanto a vida aqui era escura para você. Nem mesmo o verde e as flores (que você tanto ama) eram capazes de trazer o seu sorriso.

Sinto você criança. Sinto você em outro mar. E quem sabe? O mar do seu mundo pode ser mais turquesa que o nosso. Quem sabe esse mar não te ajude a ver o azul?


E o Sol mãe. Como queria que você pudesse sentir o Sol junto comigo.

Mãe, aonde quer que esteja sente o meu amor,
sente o nosso amor por você.

É ele que traz cor a vida.
Sente, mãe.

Namoro de Criança

Como foi bom esse reencontro.
Cheio de mar (na pele), sol no sorriso.

Me lembrei daquelas festas de menina
que tocavam música lenta (e dava um frio na barriga!),
das brincadeiras na escola e dos namoros.


Ah! Os namoros de criança! Que lindo!
Era simples ser feliz.

Tento resgatar essa criança que fui.
Ela sabe mais sobre a alegria de amar.

Me ensina, criança, a amar com leveza,
a ver os girassóis
e a voar (sem pressa) por entre as pétalas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cinza



Virei cinza com você. Como é que pode?
Sempre achei que duas cores vivas
ficariam mais vibrantes juntas.


A relação com o outro é soma.
Mas quando vira tempo escuro de nuvens cerebrais,
carregadas de "não" e "esse é o jeito certo",
sinto que é minha hora de voar.

Eu me pergunto...
Cadê aquela mulher de sorriso no rosto e estrela no olhar?
Cadê a leveza, a dança e a alegria que antes me visitavam?

Perdi a cor. Será que me perdi de mim?

Terminar dói.
Só que dói menos do que ser cinza.

Não gosto de fim.
Sou de começos.
De frutas que brotam na terra,
De flores que desabrocham.

Quero ser cor de Aurora.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Triste



Meu coração se aperta. Mais uma vez...
Ele tenta achar uma janela, uma fresta de ar
mas só encontra paredes.


É coração... Já tem um tempo que você anda triste, cabisbaixo.
Nem o choro mais você contém.
Eu sinto a sua dor, a inflamação no peito.

Tento rir da dor e digo: ela passa.
Dor de amor...
E quem mandou ser coração tão frágil?


Você tinha medo que esse amor fosse como onda do mar.
Mas ninguém segura o mar.

E do que adianta dizer que se tem um amor
e sentir-se tão sozinho?
Sentir-se nadando contra a corrente
enquanto você quer deixar-se fluir.


Coração, vou te embalar em meus braços com canção de ninar,
te darei beijos de beija-flor até que
a sua flor (tão murcha agora)
volte a cantar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meu irmão

Para Tomás

Outro dia mais uma pessoa veio me perguntar:

- Será que seu irmão gostou de mim? Me achou legal?
E achei engraçado lembrar que durante minha vida ouvi essa pergunta dezenas de vezes. E porque será que as pessoas querem que o meu irmão goste delas? Simplesmente porque ele é daqueles caras que o coração mal cabe dentro do peito de tão grande! É claro que ele tem um talento para desenho e criação sem igual e tem gente que o admira por isso. Mas o que faz tanta gente querer estar perto dele é o seu jeito amoroso e vivaz de ser. Você está ao lado dele um dia e sem saber porque começa a se sentir tão bem! He, he, he!

Então irmão, continue sendo você desse jeito único: engraçado, cheio de entusiasmo, de idéias, de sensibilidade, de alegria, de desenho, de criatividade, de sonhos, de afeto, de amor que transborda e contagia os outros.

Eu amo você!

E desejo sempre te ver com estrelas nos olhos,
mãos pintadas de cores e sonhos que voam.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Girassol



Queria ser Girassol de pétalas sempre viradas ao Sol.

E o que faz o girassol a Noite?
Se esconde? Aquiesce?

Mesmo a flor do Sol passa pelo negrume.

Nas vicissitudes do amar queria ser somente beija flor:

leve, cor suspensa no ar, flor de asas.

Mas quando vem o cinza, a intempérie do amor,

eu esqueço o beija-flor.
Como é frágil o coração.
Algumas palavras são suficientes para
deixá-lo cabisbaixo, sem canto.
E porque a pessoa que te canta melodias
logo te fere com palavras ásperas?

E porque esse amor a dois oscila entre preto e branco?

Eu adoraria escolher o branco.


Só o branco.


Ando em busca de um amor de mar turquesa, de águas macias.

Aquele Amor de letra maiúscula
que transcende as mágoas, as sombras, a noite.


Num mundo de dia e noite como encontrar um Amor sem noite?

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Flor Gerbera

João revelou a ela que seu amor era como a flor gerbera.
Mas ela não deu atenção. Nem ternura.

As pétalas da gerbera foram caindo,
até que do amor-flor de João só sobrou o miolo.


Um amor despetalado.


Será que ela não sabe que dói em mim tanto o quanto dói nela?
E que há em mim sonhos repletos de pássaros, vôos e entrega?

João murchou...

E esperou o vento trazer novas sementes.

domingo, 22 de agosto de 2010

A Nossa Dança

Gosto do seu abraço de Sol. Você derrete qualquer frio interno e transforma a minha neve em rio.

Gosto de estar entregue em seus braços, de me enroscar em você no meio da confusão de travesseiros, cobertas e brancos.

Acordar e dormir do seu lado faz de mim sorriso encantado, borboleta a sonhar no céu infinito.


E na nossa dança... como sou feliz na nossa dança: cheia de rodopios, passos repentinos e estrelas cadentes.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Relacionamento

O relacionamento íntimo com o outro me transforma. As feridas do outro esbarram nas minhas e trazem a tona minhas partes ocultas.

Algumas revelações não são nada agradáveis.

De onde vem essa dor?
Esse medo que achei que já havia ultrapassado?
E essa insegurança que invade tudo?


O amor a dois me faz leve, tênue e sombria. No amor, um vai revelando e descobrindo a si-mesmo e ao outro.
Ou será que é apenas a si-mesmo?


O medo da entrega é latente, afinal não há controle.
Há só o viver, o experimentar-se através do outro.

Se o amor me faz renascer, eu mergulho sim em suas labaredas
e me faço pássaro da lua, mutável e repleto de fases.

Lua nova
Lua negra
Lua dócil
Lua sorriso
Lua plena.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Onda que vem... Será que vai?

Sim, tenho medo. Medo de te mostrar a intensidade carmim de meus sentimentos. Sua voz é suspiro, arrepio na pele. Seu beijo me descompassa. Sei que gosta da fala clara e direta, mas sou assim: repleta de noite e mistérios.

Não vê que me afogo em seus olhos de mel? E me desmancho em seu toque? E que na nossa dança (você me enganou, seu dançarino!) me entrego tanto que me perco?

Sei que por vezes viro criança, insegura e boba.Tem noites que prendo as lágrimas e me finjo forte. E me faço rebelde para esconder a fragilidade e o despedaçar do peito.

E se você for onda que me envolve e logo se desfaz?

Onda
, fica comigo, no vai e vem do nosso mar. Vamos nos transbordar de espuma e tons.

Derrama em mim a firmeza dos seus passos, a doçura dos seus gestos, o seu balançar.

Me inunda com a sua ginga, a sua arte e o seu Sentir.