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terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Alegria
Giulia queria plantar arcos-íris
Dar um salto estrela na areia
Sentir a água no rosto
Adormecer sob o sol
Namorar os girassóis
Deixar escorrer a areia fina por entre os dedos
Soprar os dentes-de-leão
e depois
voar com eles.
Queria amarrar em seu peito a Alegria
para nunca mais perder-se dela.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Risada
Huahuahuahuhuhuaaaa! Ra ra ra ra ! He he he he he!
Meu deu uma vontade de rir e rir... tanto. Hoje vou soprar 32 velinhas de vida. E quando penso que há exatamente um ano atrás a minha vida estava de cabeça para baixo e que o dia do meu aniversário foi um dos piores da minha vida, só consigo rir.
Riso de alívio, de leveza, de calmaria. Num ano uma maremoto e agora um mar tranqüilo. E que saudade estava das águas claras e quentes.
Minha criança interior insiste em brincar, dar cambalhotas, dançar. E eu a deixo livre a pulular na chuva e poças das calçadas. Ela vê cor no dia nebuloso, paz no caos. Ela olha para as pessoas como se fossem cada uma uma flor: vermelha, lilás, branca, com cheiro, sem cheiro. Ela é curiosa e quer saber o que pensa tanto essa gente de rosto franzido.
O melhor da minha criança é que ela dá muita risada
e acaba contagiando todo mundo em volta.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Carta a Mãe Divina
Mãe Divina,
Transforma a dor do meu coração em borboleta,
as nuvens dos meus olhos em sol.
Não é fácil estar aqui embaixo. Você mesmo sabe o quanto foi difícil para mim nascer (eu nem queria sair da barriga!). E agora que não tem mais jeito, já que aqui estou, peço que me liberte. Me liberte de tudo o que me impede de encontrar o que esqueci Ser.
Ando cansada das rodas vivas de muitas existências, dos prazeres efêmeros desse mundo que não me satisfazem. Quero a quietude do coração, o êxtase divino que só você pode me dar. Quero alegria sempre renovada, amor infinito que vem da sua fonte.
Outro dia uma amiga carinhosamente me chamou de "maluquinha" por fazer de ti, Mãe Divina amada, a busca essencial de minha vida. E eu respondi que para mim loucos são os que acreditam que vão encontrar a plenitude do lado de fora (e não dentro de si). É eu sei que não é fácil olhar para dentro e por isso muitos não o fazem. Mas é dentro que te encontramos.
E já senti como é bom estar perto de ti, Grande Mãe. Você não me engana mais com seus brinquedos e devaneios desse mundo! Sim há milhares de distrações por aqui. Mas depois de sentir um pouco do seu amor é impossível voltar atrás. Não dá! Continuo minha viagem nesse mundo de altos e baixos, de mudanças constantes, de sombra e luz, mas com o coração sempre, sempre atrás de ti.
Você não tem opção! Um dia terá que vir de vez para mim.
Transforma a dor do meu coração em borboleta,
as nuvens dos meus olhos em sol.
Não é fácil estar aqui embaixo. Você mesmo sabe o quanto foi difícil para mim nascer (eu nem queria sair da barriga!). E agora que não tem mais jeito, já que aqui estou, peço que me liberte. Me liberte de tudo o que me impede de encontrar o que esqueci Ser.
Ando cansada das rodas vivas de muitas existências, dos prazeres efêmeros desse mundo que não me satisfazem. Quero a quietude do coração, o êxtase divino que só você pode me dar. Quero alegria sempre renovada, amor infinito que vem da sua fonte.
Outro dia uma amiga carinhosamente me chamou de "maluquinha" por fazer de ti, Mãe Divina amada, a busca essencial de minha vida. E eu respondi que para mim loucos são os que acreditam que vão encontrar a plenitude do lado de fora (e não dentro de si). É eu sei que não é fácil olhar para dentro e por isso muitos não o fazem. Mas é dentro que te encontramos.
E já senti como é bom estar perto de ti, Grande Mãe. Você não me engana mais com seus brinquedos e devaneios desse mundo! Sim há milhares de distrações por aqui. Mas depois de sentir um pouco do seu amor é impossível voltar atrás. Não dá! Continuo minha viagem nesse mundo de altos e baixos, de mudanças constantes, de sombra e luz, mas com o coração sempre, sempre atrás de ti.
Você não tem opção! Um dia terá que vir de vez para mim.
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Mãe Divina
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Búzios

É... foi lá naquela terra de mar, de ventania- a ronronar a pele, a face, os cabelos- que recuperei meu fôlego. Mesmo os dias cinzas de lá tem a sua magia. Os barcos dos pescadores, as canoas a ninar na água de uma orla cheia de Bardot.
E quantas lembranças de menina e de adolescente
voltaram ao meu sorriso.
É Búzios... Nunca entendi esse meu caso de amor com você.
Mas os anos vem e vão e quando piso em suas areias
viro criança que voa e adolescente que descobre um mundo em festa.
E giro giro giro. A rodar...
E volto a cantar doce no sal de suas águas.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Lua negra
Meus pés afundam nos pântanos de uma realidade sombria. Ninguém deseja a fatalidade ou a dor profunda de uma notícia sem volta. Sim, foi muito doloroso meu aniversário. Como queria que fosse como antes!
Ainda assim nas frestas do peito busco um vazio, um cantinho qualquer em que a alegria possa se adentrar. E é na dança, no samba de raiz, no requebrado do pé, dos quadris e no movimento vibrante da música que tenho buscado um sopro de vida. Pois meu coração parecia mais morto do que nunca.
A dança me traz a cor de volta ao rosto.
O mar, o sal, o sol me consolam mais uma vez.
É lá que respiro.
E você,
você me traz esperança de novos vôos:
de aventura a dois, de leveza da lua, de ventania na noite,
de abraço firme, de troca sem palavras.
De lua negra virando crescente.
Ainda assim nas frestas do peito busco um vazio, um cantinho qualquer em que a alegria possa se adentrar. E é na dança, no samba de raiz, no requebrado do pé, dos quadris e no movimento vibrante da música que tenho buscado um sopro de vida. Pois meu coração parecia mais morto do que nunca.
A dança me traz a cor de volta ao rosto.
O mar, o sal, o sol me consolam mais uma vez.
É lá que respiro.
E você,
você me traz esperança de novos vôos:
de aventura a dois, de leveza da lua, de ventania na noite,
de abraço firme, de troca sem palavras.
De lua negra virando crescente.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Namoro de Criança
Como foi bom esse reencontro.
Cheio de mar (na pele), sol no sorriso.
Me lembrei daquelas festas de menina
que tocavam música lenta (e dava um frio na barriga!),
das brincadeiras na escola e dos namoros.
Ah! Os namoros de criança! Que lindo!
Era simples ser feliz.
Tento resgatar essa criança que fui.
Ela sabe mais sobre a alegria de amar.
Me ensina, criança, a amar com leveza,
a ver os girassóis
e a voar (sem pressa) por entre as pétalas.
Cheio de mar (na pele), sol no sorriso.
Me lembrei daquelas festas de menina
que tocavam música lenta (e dava um frio na barriga!),
das brincadeiras na escola e dos namoros.
Ah! Os namoros de criança! Que lindo!
Era simples ser feliz.
Tento resgatar essa criança que fui.
Ela sabe mais sobre a alegria de amar.
Me ensina, criança, a amar com leveza,
a ver os girassóis
e a voar (sem pressa) por entre as pétalas.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Alegria

Que eu possa ser Sorriso entre olhares cabisbaixos,
Canto de pássaro amarelo que alegra a manhã cinza,
Dança que diz: sim! Sente a vida dentro e fora,
As cores quentes e verdes da feira,
Mão que acaricia,
Palavra com sabor de jabuticaba.
No medo, na dor, na tristeza... na escuridão,
Que eu possa ser flores que aliviam a alma,
Nuvem que abraça o verso,
Brisa que levanta o ânimo e susurra: alegria!
Que eu possa ser amor de céu em pequenos gestos,
Risada presente que contagia,
Júbilo infinito que alumia.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Adolescente em festa

Nas festas, depois dos jogos do Brasil (na Copa do Mundo) eis que ressurge a minha adolescente, que há tempos andava adormecida. Porque essa minha adolescente era pura emoção e alegria nas festas. E ela lembrou-se de Copas do Mundo e festividades passadas e despertou. Algumas pessoas próximas reclamavam e diziam que aquele mesmo lugar já havia sido melhor, porque quando eu era mais "nova" isso, aquilo e aquilo outro...
Mas a minha adolescente nem deu ouvidos:
E cantou para a lua cheia que iluminava seus cabelos; dançou o samba que se formou no meio da rua, cheio de tumulto, instrumentos e sons inesperados (o trompete foi para ela a sensação da noite); sentiu a alegria de tanta gente e sorriu branco como a lua; sentiu a criatividade daquelas pessoas cheias de melodia na alma e dança colorida no pé; regojizou-se nos pulos e cantar dos outros; percebeu as blusas amarelas perdidas nos verdes e abraçou aqueles que abraçavam o momento.
Essa adolescente, cheia de intensidade, livre, espontânea, vive os momentos de festa com leveza e êxtase, sem o pesar do tempo...
Ela sabe que os ventos permanecem na Terra enquanto a gente se esvai num respiro incerto.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
O Avesso
Não e não! Ela não iria deixar de viver os seus sonhos para "se adequar" a sociedade. Preferia a autenticidade dos artistas, a originalidade das crianças e a fé dos santos mesmo quando a chamavam de louca.
Preferia andar pelas frestas e sombras buscando o avesso ao invés de seguir o "caminho comum" feito ovelha. Sabia que seria difícil para a família, pois seria vista como excêntrica. Mas não tinha jeito, nada dessas promessas do mundo externo a seduziam mais. Aprendera a viver no momento e por isso sentia-se fora do mundo.
Tinha encontrado o sorriso real (aquele que independe de circunstâncias externas) e por isso acolhia o tear da vida e cantarolava, espalhando sua fragância alegre independente do tempo, dos humores alheios e dos tons do dia.
Preferia andar pelas frestas e sombras buscando o avesso ao invés de seguir o "caminho comum" feito ovelha. Sabia que seria difícil para a família, pois seria vista como excêntrica. Mas não tinha jeito, nada dessas promessas do mundo externo a seduziam mais. Aprendera a viver no momento e por isso sentia-se fora do mundo.
Tinha encontrado o sorriso real (aquele que independe de circunstâncias externas) e por isso acolhia o tear da vida e cantarolava, espalhando sua fragância alegre independente do tempo, dos humores alheios e dos tons do dia.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Estrela de Belém


Flor Estrela- de -Belém, mais conhecida como
a famosa essência floral de Bach, "Star of Bethelem", que cura
traumas, dores e tristezas. Não são lindas?
O nosso amor foi como a flor Estrela- de- Belém: estrelado e branco. E repito, mais uma vez, que você foi brisa suave em minha vida, pois brisa quente vindo do mar acolhe, abraça e ama com carinho.
Você foi riacho aguando o meu pesar, lavando meus por quês e e serás. Com você vivi o momento e apesar de ter partido como onda do mar, as lembranças de você são de: cores, jabuticaba(!), alegria, leveza, pulo de carnaval, beijos, brincadeira, afeto e... brisa.
Estrela de Belém - que alivia as maiores tristezas- possa você expressar seu olhar terno e sua fonte de brancura a outros sorrisos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Sensações
Tem dias que inunda a solidão. Ela vem devagar e quando vejo já preencheu cada canto do corpo e da casa. Nesses momentos, a mente vaga por diversos estados: do por que... da vítima... da não compreensão... do apego.... e da solidão vazia. E é claro que passado alguns momentos já não agüento mais a minha própria companhia.
Então, o que faço é fechar os olhos e lembrar de todas as sensações, sons e imagens que me trazem alegria e me preenchem o peito esvaziado. E feito balão murcho que volta a ter ar (ou seria tear?), não é que melhora?
Divido algumas com vocês:
pássaro (de barriga amarela) cantando e comendo jabuticaba na varanda; mão sentindo a água fria do rio que corre (e escorre entre os dedos); sol do fim da tarde batendo nos olhos; vento dançando nos cabelos, refrescando a nuca; som de chuva que bate na terra; cheiro da terra molhada; rodopios a dois; dança entrelaçada; mergulho entre as ondas; sal no corpo; riso de criança;
eu, criança, rolando pela grama; pintura de criança com as mãos; quadrilha de festa junina; fantasia de paêtes que cintilam; pulo de carnaval; um abraço de saudade; um sorriso tímido; um beijo na bochecha; um beijo de céu; anjos; música para ninar; música que emociona, desabrocha e faz corar o rosto; palavras de outono; braços que acolhem; calor de dentro que transborda; respiro que desnuda...
UFA!!!
E mais um mergulho que eleva.
Então, o que faço é fechar os olhos e lembrar de todas as sensações, sons e imagens que me trazem alegria e me preenchem o peito esvaziado. E feito balão murcho que volta a ter ar (ou seria tear?), não é que melhora?
Divido algumas com vocês:
pássaro (de barriga amarela) cantando e comendo jabuticaba na varanda; mão sentindo a água fria do rio que corre (e escorre entre os dedos); sol do fim da tarde batendo nos olhos; vento dançando nos cabelos, refrescando a nuca; som de chuva que bate na terra; cheiro da terra molhada; rodopios a dois; dança entrelaçada; mergulho entre as ondas; sal no corpo; riso de criança;
eu, criança, rolando pela grama; pintura de criança com as mãos; quadrilha de festa junina; fantasia de paêtes que cintilam; pulo de carnaval; um abraço de saudade; um sorriso tímido; um beijo na bochecha; um beijo de céu; anjos; música para ninar; música que emociona, desabrocha e faz corar o rosto; palavras de outono; braços que acolhem; calor de dentro que transborda; respiro que desnuda...
UFA!!!
E mais um mergulho que eleva.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
A Serenata da Lira

D. Elizabeth
No domingo passado, lá fui eu pular e dançar no bloco "Gigantes da Lira", conhecido como o bloco das crianças. E para a minha surpresa, presenciei uma cena tão bela que meu coração desabrochou feito flor do sereno. A cena foi a serenata da música "Carinhoso" para Dona Elizabeth, uma senhorinha de cabelos brancos que todo ano espera em sua janela o bloco passar. E todo o ano o bloco pára em frente a seu prédio e canta a música do Pixinguinha para ela.
Para mim o Carnaval sempre foi alegria, dança e prazer. Mas nesse ano descobri que o carnaval aqui do Rio, o carnaval das marchinhas, é também delicadeza, gesto simples de amor, aroma de flor do campo e canto de pássaro d' alma.
E para dividir com vocês esse momento de cantoria e amor que transborda, coloquei aqui dois vídeos da Serenata da Lira.
Um Carnaval repleto de alegria, peito aberto e lira para todos!
Para mim o Carnaval sempre foi alegria, dança e prazer. Mas nesse ano descobri que o carnaval aqui do Rio, o carnaval das marchinhas, é também delicadeza, gesto simples de amor, aroma de flor do campo e canto de pássaro d' alma.
E para dividir com vocês esse momento de cantoria e amor que transborda, coloquei aqui dois vídeos da Serenata da Lira.
Um Carnaval repleto de alegria, peito aberto e lira para todos!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Sorriso
Joana levava a vida a sério demais. Tudo parecia arrastado, tinha o peso de um elefante preto. Um dia uma flor lhe ensinou a rir. No início, aprendeu a rir de soslaio, sorria só pelos cantos da boca, cantos de um mundo escondido. Teve uma noite que sorriu até a barriga e aí não teve jeito... Veio o bom humor, a brincadeira, assim mesmo a luz de todos e mesmo com vergonha ela gargalhava, se afogava de tanto rir.
A vida de Joana passou a ser vento, riso pleno. Ela percebeu que não queria mais esquecer sua criança de dentro. A brincadeira, pensou ela, é a essência do sorriso. O alento para os desafios daqui; a alegria do alto mar.
A vida de Joana passou a ser vento, riso pleno. Ela percebeu que não queria mais esquecer sua criança de dentro. A brincadeira, pensou ela, é a essência do sorriso. O alento para os desafios daqui; a alegria do alto mar.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Receita de Hoje

Queria inflar o mundo de amor e estourar feito bola colorida, espalhando assim a seguinte receita para qualquer momento de crise, chuva ou tristeza:
gotículas de amor ao leite de moça
brigadeiro açucarado linguarudo
doce de leite que escorre na boca e lambuza
goiabada derretida com queijinhos travessos
quindim barrigudo, balas multi divertidas, pirulito encaracolado
saia rodada de menina saltitante
blusa sorvete de menino descabelado
tranças com fitas no cabelo
amarelinha gripada
pique esconde que acha
gato mia que encontra
pique pega que abraça.
Brincadeira, Doçura e Risada de Criança
que expressa, contagia e ilumina.
gotículas de amor ao leite de moça
brigadeiro açucarado linguarudo
doce de leite que escorre na boca e lambuza
goiabada derretida com queijinhos travessos
quindim barrigudo, balas multi divertidas, pirulito encaracolado
saia rodada de menina saltitante
blusa sorvete de menino descabelado
tranças com fitas no cabelo
amarelinha gripada
pique esconde que acha
gato mia que encontra
pique pega que abraça.
Brincadeira, Doçura e Risada de Criança
que expressa, contagia e ilumina.
ilustração: Irisz Agocs
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Praia de Ipanema

É o sol beijando o meu rosto,
o mar azul vibrante, revolto e insaciável,
o céu límpido e fresco.
A bolas voam e dançam no ar quase em câmera lenta.
Ouço a música dos vendedores,
sinto a sensualidade de corpos quase nus que se esbarram,
o sal que cola na pele.
Borboletas amarelas insistem em aparecer
e se exibem esvoaçantes em um ballet sutil.
É uma mistura de sensações.
E quanta alegria de simplesmente estar.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Jabuticabeira - parte 2

Tem um passarinho de barriga amarela e gordinha que descobriu os prazeres da jabuticabeira da minha varanda. E todo dia ele vem desfrutar das rechonchudas jabuticabas dessa sorridente árvore.
Outro dia uma amiga me perguntou intrigada: como é que esta árvore travessa pode dar jabuticabas assim aos montes durante o ano inteiro? Pois não era para ela "dar" jabuticabas apenas uma vez ao ano ou na estação certa?
E foi então que a jabuticabeira me susurrou ao vento que antes de vir para cá ninguém usufruía da beleza de seus frutos. Ela sentia-se um tanto rejeitada e desperdiçada. Afinal tinha aquele talento inato de brotar frutas maravilhosas e trazer sua alegria ao mundo, mas ninguém parecia lhe dar muita importância.
Porém, agora, eu e o passarinho barrigudinho fazíamos dela uma jabuticabeira plena, que tem prazer em ser alimento para a nossa alma e doce fruta em nossas vidas.
Afinal, disse ela, a doçura abranda os momentos amargos e faz brotar suave o que há de mais verdadeiro dentro da gente.
Outro dia uma amiga me perguntou intrigada: como é que esta árvore travessa pode dar jabuticabas assim aos montes durante o ano inteiro? Pois não era para ela "dar" jabuticabas apenas uma vez ao ano ou na estação certa?
E foi então que a jabuticabeira me susurrou ao vento que antes de vir para cá ninguém usufruía da beleza de seus frutos. Ela sentia-se um tanto rejeitada e desperdiçada. Afinal tinha aquele talento inato de brotar frutas maravilhosas e trazer sua alegria ao mundo, mas ninguém parecia lhe dar muita importância.
Porém, agora, eu e o passarinho barrigudinho fazíamos dela uma jabuticabeira plena, que tem prazer em ser alimento para a nossa alma e doce fruta em nossas vidas.
Afinal, disse ela, a doçura abranda os momentos amargos e faz brotar suave o que há de mais verdadeiro dentro da gente.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Dançando a dois
Dançando a dois meus pensamentos param, entram em total silêncio e eu viro só sentir. Sinto o corpo e os passos do outro me guiando... Me perco nos passos ritmados do bailar. A música transborda pelo meu corpo. Vivo só a dança e tudo o que ela me traz: calor, movimento, contato com o outro, o rubor da pele, o respirar ofegante, o encontro dos corpos, rodopios, o roçar dos quadris, pernas, passos sincopados, descompassados, calafrios, o cheiro, o tato, o corpo virando líquido, a liberdade de voar.
Na plenitude da Dança não há questões ou que serás.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
Aldeia do Sol
Na Aldeia do Sol vive-se o Agora.
E no Agora, a gente canta para o Sol, toca o coração do outro,
reverencia a Lua, entra dentro de nós- mesmos,
e descobre o útero da Terra.
No calor e fervura da Tenda do Suor nos libertamos dos medos mais profundos e escuros do nosso mistério. Nas viagens ao centro do nosso íntimo ruímos... e renascemos.
Lá você pode ser o que você quiser ser, pode amar sem limites e se despir de tudo o que já não é. Na Aldeia do Sol todos viram sorrisos brancos, mais leves e livres que beija-flor.
O choro vira sorriso de dentro, a dor um abraço mel,
a solidão o mais etéreo e sublime amor.
Um amor divinal e sólido que beija,
dança de alegria, pega na mão e ainda faz cócegas.
domingo, 26 de abril de 2009
Festa Ploc
A Festa Ploc é melhor que chiclete Ploc (viva os anos 80!).
É uma viagem no tempo, de volta`a infância perdida.
Com direito a risadas, Bozo, Paquitas, unidunitê e ilariê!
Um retorno`a inocência.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Mágica do Agora
Quando criança, eu tinha um reino mágico e encantado dentro da minha cabeça, uma imaginação fértil que voava como borboleta. Era difícil,`as vezes, distingüir a fantasia da realidade ou descer de vez para a Terra, porque a fantasia me parecia tão mais atraente...
Depois vieram as nuvens sombrias da adolescência e junto delas eu achava que aquele mundo criativo estava para sempre perdido nas memórias aladas da minha infância.
Eu não sabia que como adulta eu descobriria um mundo ainda mais mágico e encantador, um mundo que nem mesmo a minha criança ousaria sonhar.
E que vontade de compartilhar um pouco desse mundo com aqueles de coração aberto.
Brincando com um verso de Drummond: "eu não sabia que minha vida adulta era mais bonita que a de Robison Crusoé."
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