Mostrando postagens com marcador Memórias. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Memórias. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Carta a minha mãe
Mãe,
Você quase foi embora. Quase deixou esse seu jardim de flores e heras ressacadas. Eu sei, você não queria mais um jardim morto e chorava por um recomeço. E eu choro junto mãe. O seu pranto é o meu pranto. Sempre enxerguei a sua dor.
Na sua ausência, mãe, me vi criança novamente. As memórias voltam como um rio: meu irmão e eu, crianças, correndo na praia ao seu redor, os nossos pulos em cima da cama, as nossas brigas que te tiravam do sério, as viagens de carro enrolados no edredon, as brincadeiras cheias de gritos e cantoria.
Eu não sei bem se você já voltou mãe. Te sinto frágil entre homens de branco e uma família entristecida.
Será que você volta?
Onde você está?
Sei o quanto a vida aqui era escura para você. Nem mesmo o verde e as flores (que você tanto ama) eram capazes de trazer o seu sorriso.
Sinto você criança. Sinto você em outro mar. E quem sabe? O mar do seu mundo pode ser mais turquesa que o nosso. Quem sabe esse mar não te ajude a ver o azul?
E o Sol mãe. Como queria que você pudesse sentir o Sol junto comigo.
Mãe, aonde quer que esteja sente o meu amor,
sente o nosso amor por você.
É ele que traz cor a vida.
Sente, mãe.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Estrela de Belém


Flor Estrela- de -Belém, mais conhecida como
a famosa essência floral de Bach, "Star of Bethelem", que cura
traumas, dores e tristezas. Não são lindas?
O nosso amor foi como a flor Estrela- de- Belém: estrelado e branco. E repito, mais uma vez, que você foi brisa suave em minha vida, pois brisa quente vindo do mar acolhe, abraça e ama com carinho.
Você foi riacho aguando o meu pesar, lavando meus por quês e e serás. Com você vivi o momento e apesar de ter partido como onda do mar, as lembranças de você são de: cores, jabuticaba(!), alegria, leveza, pulo de carnaval, beijos, brincadeira, afeto e... brisa.
Estrela de Belém - que alivia as maiores tristezas- possa você expressar seu olhar terno e sua fonte de brancura a outros sorrisos.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Sensações
Tem dias que inunda a solidão. Ela vem devagar e quando vejo já preencheu cada canto do corpo e da casa. Nesses momentos, a mente vaga por diversos estados: do por que... da vítima... da não compreensão... do apego.... e da solidão vazia. E é claro que passado alguns momentos já não agüento mais a minha própria companhia.
Então, o que faço é fechar os olhos e lembrar de todas as sensações, sons e imagens que me trazem alegria e me preenchem o peito esvaziado. E feito balão murcho que volta a ter ar (ou seria tear?), não é que melhora?
Divido algumas com vocês:
pássaro (de barriga amarela) cantando e comendo jabuticaba na varanda; mão sentindo a água fria do rio que corre (e escorre entre os dedos); sol do fim da tarde batendo nos olhos; vento dançando nos cabelos, refrescando a nuca; som de chuva que bate na terra; cheiro da terra molhada; rodopios a dois; dança entrelaçada; mergulho entre as ondas; sal no corpo; riso de criança;
eu, criança, rolando pela grama; pintura de criança com as mãos; quadrilha de festa junina; fantasia de paêtes que cintilam; pulo de carnaval; um abraço de saudade; um sorriso tímido; um beijo na bochecha; um beijo de céu; anjos; música para ninar; música que emociona, desabrocha e faz corar o rosto; palavras de outono; braços que acolhem; calor de dentro que transborda; respiro que desnuda...
UFA!!!
E mais um mergulho que eleva.
Então, o que faço é fechar os olhos e lembrar de todas as sensações, sons e imagens que me trazem alegria e me preenchem o peito esvaziado. E feito balão murcho que volta a ter ar (ou seria tear?), não é que melhora?
Divido algumas com vocês:
pássaro (de barriga amarela) cantando e comendo jabuticaba na varanda; mão sentindo a água fria do rio que corre (e escorre entre os dedos); sol do fim da tarde batendo nos olhos; vento dançando nos cabelos, refrescando a nuca; som de chuva que bate na terra; cheiro da terra molhada; rodopios a dois; dança entrelaçada; mergulho entre as ondas; sal no corpo; riso de criança;
eu, criança, rolando pela grama; pintura de criança com as mãos; quadrilha de festa junina; fantasia de paêtes que cintilam; pulo de carnaval; um abraço de saudade; um sorriso tímido; um beijo na bochecha; um beijo de céu; anjos; música para ninar; música que emociona, desabrocha e faz corar o rosto; palavras de outono; braços que acolhem; calor de dentro que transborda; respiro que desnuda...
UFA!!!
E mais um mergulho que eleva.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
A Fazenda do meu bisavô

Foto: Ana Dantas
São muitas as lembranças doces que guardo da fazenda do meu bisavô...
Eu cresci entre o verde da fazenda,
entre a zebra, o elefante e animais coloridos de lá.
A subida nas árvores, o comer milho queimado com o meu irmão
na fogueira improvisada do fim de tarde.
A escalada no morro, a subida no telhado,
pegar cenoura na horta, galopar com os cavalos,
o banho de cachoeira, a visita das araras,
todas as crianças gritando para o macaco do açude:
"Macaco de bunda vermelhaaa!"
O macaco correndo atrás da gente,
a charrete com a gente em cima,
o salão de jogos e as brincadeiras,
o banho de piscina,
o olhar para as estrelas,
a sessão de filme noturna,
assistir as escolas de samba enrolados no edredon,
a bagunça do quarto dos primos: "Gato Mia!"
Chupar jabuticaba do pé da árvore, comer a goiaba amarela e bichada,
a pitanga amarga da árvore que eu já alcançava!
Flores, eu colocava no cabelo.
`As vezes, ia ver as rãs nos poços, os porcos rosados
e os pintinhos correndo pela terra seca.
E tinha também a pesca no açude,
o dar capim para a Rosa,
que com a sua tromba enrugada e macia
molhava a gente com água.
A comidinha caseira da horta,
o tobogã da piscina, a família junta,
a farra dos primos,
comer lentinha e pular com o pé direito do sofá
na passagem do ano.
O friozinho da serra, a música da natureza
e a certeza de que, sim,
a vida faz muito sentido.
Assinar:
Postagens (Atom)