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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ainda transborda

É... ainda me transbordam as lágrimas. E apesar de ser um caminho sem volta já consigo perceber uma força cá dentro que parecia não existir antes. Afinal, é assim mesmo a vida: efêmera, por vezes abrupta. Se esvai feito folha ao vento.

O que dói é ver seu sofrimento, suas palavras sombrias e nada poder fazer, a não ser te dar amor.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dói em mim

Me faço de forte ao seu lado.
Mas é só sair de perto que viro enchente.

Dói escutar seus planos que não podem mais ser...
Dói em mim a sua dor .

Te sinto esvaindo como dente de leão ao vento.
Ainda não me acostumei com o vazio de você.

Sinto-me desvanescendo...
E quando acho que não posso mais,
meu amor por você me carrega.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Avalanche

Uma avalanche tomou conta do que eu chamava vida. Veio terra, rio, chuva, uma enchente avassaladora. Agora sinto tudo misturado. Percebo vagamente uma família que enlouquece aos poucos.

A dor é tão profunda que as palavras nem escrevem...


Me sinto apagando, virando fio sem tear.


Cadê o chão?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Barco que naufraga

Me sinto em um barco que lentamente naufraga. Tento lidar com a minha impotência diante dos fatos e percebo o quanto dói. Não aprendi a lidar com a morte. Não essa morte lenta que vai consumindo a pessoa amada aos poucos. Uma lava me incinera... um dia de cada vez.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Choro

Eu sei. Tenho sido só choro nesses últimos tempos. Tento voltar aqui para a Alegria do Blog mas meu coração chora entrecortado pelas notícias despedaçadas. Me sinto feito papel que se desfaz na água e não sabe mais como virar inteiro de novo. Me sinto chuva inundando a mim mesma e é tanta a dor represada no peito que tudo transborda. E as lágrimas me desinundam.

Sei que todo mundo tem a sua hora de ir embora. Mas quando alguém que você ama muito tem o seu tempo reduzido é preciso resignificar a morte. Porque a que carrego em meu peito parece ser pesada demais para me adequar a esses novos ventos.


Percebo a dor nos olhos dos outros, o choro contido e escondido de cada um. A negação e a não aceitação de alguns. E sempre choro junto.

Quem sabe... Daqui a pouco viro rio.

sábado, 6 de novembro de 2010

A Borboleta fecha as asas

Queria que cada um de nós saísse desse relacionamento
como borboletas a buscar suas novas flores.
Mas você preferiu mostrar o seu lado sombra:
"Quero sair por cima. E para isso Preciso te Ferir."

Que triste... Eu, borboleta, fechei as asas e senti que
escolhi o caminho certo. Voei para longe.

Essa borboleta que bate cá dentro do peito

prefere o amor, a sutileza e
a música que toca nas profundezas das flores.


No silêncio é possível escutar o canto das pétalas.
Busco o canto no silêncio.

É difícil no começo quando o coração está choroso.
Mas quando o pranto seca,
lá está a música que me abraça.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Triste



Meu coração se aperta. Mais uma vez...
Ele tenta achar uma janela, uma fresta de ar
mas só encontra paredes.


É coração... Já tem um tempo que você anda triste, cabisbaixo.
Nem o choro mais você contém.
Eu sinto a sua dor, a inflamação no peito.

Tento rir da dor e digo: ela passa.
Dor de amor...
E quem mandou ser coração tão frágil?


Você tinha medo que esse amor fosse como onda do mar.
Mas ninguém segura o mar.

E do que adianta dizer que se tem um amor
e sentir-se tão sozinho?
Sentir-se nadando contra a corrente
enquanto você quer deixar-se fluir.


Coração, vou te embalar em meus braços com canção de ninar,
te darei beijos de beija-flor até que
a sua flor (tão murcha agora)
volte a cantar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Dona Tristeza



Apesar de ser um espaço de Alegria, tem vezes que a Tristeza chega assim mesmo, sem ser convidada. Entra, senta na poltrona da sala e ainda fuma cachimbo com ar de sabe tudo. Dessa última vez que apareceu não entendi nem bem porque veio. Tentei conversar com ela:

- Ô dona Tristeza, aqui não tem mais espaço para a Senhora não.


Mas ela não quis nem saber:


- Querida, também faço parte desse trem da vida. Por acaso você já viu vida sem chuva, tons escuros e trovão? Daqui você não me tira não.


- Certo. Mas eu prefiro pintar esse meu quadro de tons claros açucarados e esse seu tom sombrio musgo está brigando com a minhas cores brancas.


- Acontece que para formar esse branco assim tão Branco que você quer, vai precisar da minha cor também. E também das cores escuras dessas outras emoções aqui ó: FIUUUUU
!!!

Não é que a Danada assoviu? E com o assovio lá vieram as outras emoções: a Dona Raiva, a Senhorita Ansiedade, o Senhor Inseguro e o Célebre Medo. Meu Deus! Até a Madame Auto Estima Baixa chegou desfilando. Mas a pior de todas, que veio até de salto alto e pernas de fora, foi a Senhora Solidão.

- Ah não! Não sei se agüento essa Solidão.


Foi quando a Coragem (essa eu carrego no bolso) me puxou de lado e cochichou:


- É só juntar tudo no caldeirão.


E foi isso mesmo que fiz. Joguei todo mundo no caldeirão borbulhante das emoções e adicionei também Aquelas emoções que tanto gosto: Senhorita Alegria, Senhorio Coragem, Dona Calma, Senhor Auto-Valor, Madame Ventania e é claro, o tempero final: o elegante Senhor Amor.

Não é que a Dona Tristeza tava certa? Com esse ingrediente final, aquela pitada de Amor -`a la Mineira - a massa do caldeirão ficou mais Alva que o nome Clara. Dessa massa saborosa, fiz esse bolo que ofereço a vocês agora. A cereja do bolo fica por conta de vocês: será a sua Senhora Emoção favorita.

Ilustracão: Irisz Agocs

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Medo da Perda



A tristeza corta o coração, rouca.
Sem saber quem fica ou quem vai

Mãezinha do céu,
como pode vida e morte
dentro de um ventre?

O temor da perda enrijece.

Mas o calor de quem ama
derrete o peito gélido, já sem cor.
Traz rubor e esperança
de uma saída,
de um vôo leve como gaivota