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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Saudades do Rio

Rio, 
me aperta o coração viver longe de você. E no entanto, foi o mesmo coração que me levou para longe.  A possibilidade de viver o amor a dois, de construir um ninho, de criar um jardim me levaram para longe de ti, minha terrinha. Mas aqui vivia só e meu canto fraquejava.

Já estou lá, mas ainda me sinto cá. Quando venho te visitar me sinto partida. Rio, você para mim será sempre música, alegria, sol, família, chão, arroz com purê e feijão. 

Que saudades! Que saudades terrinha! 

Levo comigo teu aroma, sol, gingado e sabor. E quem sabe não trago da terrinha italiana alguns temperos para você?

Dor e amor vive-se em qualquer lugar.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O Nosso Amor


Quando penso em te encontrar (mais uma vez), depois do Mar e do Tempo que nos separam, meu coração bate vibrante e nervoso. Cada reencontro é como o primeiro encontro. Ao seu lado viro sorriso branco, borboleta amarela, bolinhas de sabão que encantam as crianças. E sim, por vezes também viro capricho.  

Adoro a brincadeira do nosso dia a dia, a nossa troca, a nossa espontaneidade. E sei que os momentos vem e vão, mas com você parece que tudo acontece mais fácil, que o ar se torna mais leve e rarefeito, as cores vibrantes, os aromas mais marcantes. 

O nosso amor acalma o choro e desabrocha o botão das rosas.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Ninho

Meu coração vaga por uma nova terra. 
Por vezes sente frio...
Outras vezes, sente-se perdido. 
O mais difícil, diz o coração para mim, é que me sinto sozinho. 

Sinto falta dos amigos, dos lugares coloridos, da natureza, do sol, da praia, da música brasileira, da conversa despreocupada a beira mar. 

Ainda assim, ele tenta experimentar o novo. 

Mas que falta lhe faz o seu ninho!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Saudades

Sombria. Assim me sinto quando você se vai. Tento ignorar o aperto no peito, finjo que logo passa. Os primeiros dias são sempre os piores. Fico achando que você vai voltar e entrar pela porta a qualquer momento, de sorriso aberto. 
A noite, sua ausência dói demais. 


Achava que com o tempo iria me acostumar com a distância, mas é ao contrário. Está cada vez mais doloroso ter que me afastar de você. Até porque foi tão maravilhoso passar esses últimos dias com você. Nosso ano novo foi amor, dança (com chuva!) e música de mar.


Depois veio a praia, o sol, o seus braços a me envolver, a areia, a bossa-nova, meus lábios a te beijar, o samba, o mar turquesa, a Bahia e nesse pedaço de paraíso: o nosso primeiro ano juntos. Só de lembrar me escapa um sorriso. 


Que esse primeiro ano nosso, tão nosso, possa se multiplicar em momento-pétalas de amor infinito.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Seu canto distante do meu

A saudade aperta o peito. Tantas vezes imagino o que você está fazendo para me sentir mais próxima. Me cansa tanta distância física. E quando tudo está ficando bom ao seu lado, mais uma vez nos despedimos e você vai para o seu cantinho da Terra e eu para o meu. 

Pena que o seu canto é tão distante do meu. E como é que apesar da distância dos Continentes me sinto tão colada em você? Pelo menos de sentimento, de coração. Na minha imaginação sinto seus cabelos desarrumados, seu cheiro, suas brincadeiras. Mas é tão melhor de perto.

Dói pensar que amanhã pode não ser mais. A insegurança por vezes me invade e me faz chover os olhos. Tento me agarrar em qualquer certeza de que vamos continuar juntos. Mas qualquer certeza é incerta. E assim vou tentando patinar num mar cheio de vai-e-vens.

Tenho tantos medos... De te perder, de ser esquecida, de simplesmente não dar certo. Acho que nunca amei tanto alguém, mas você nem está aqui agora para poder te dizer isso.

Só sei que aconteça o que acontecer queria lembrar que você me ajudou a superar momentos simplesmente terríveis nesse ano que passou. E que você, mesmo a distância, estava do meu lado para me ouvir e tudo o que passei foi mais brando, porque quando desabava sabia que tinha você. Te conheci num dos momentos mais críticos da minha vida, mas ainda assim você quis estar comigo e lutou por isso, apesar das intempéries. 

É por tudo isso que te amo tanto e sofro em não poder estar todos os dias juntinho de você, no seu jardim, na sua bicicleta, entre as nossas flores. Criando, pintando juntos. Crescendo feito árvores. Compartilhando estrelas, sentindo o céu, adivinhando as nuvens.

No momento são sonhos-sementes. Quem sabe alguma delas vira flor?

Flor do amor. Com você.

domingo, 11 de setembro de 2011

Acabou. Ponto.

Que bom voltar para esse espaço daqui. Outro dia tentei escrever por aqui, mas meu coração andava tão triste que as palavras se dissolviam no vazio. Resolvi respeitar o meu tempo interno. `As vezes é preciso o vazio.

Tive que deixar ir embora pessoas que achei que ficariam por perto. Pois bem. As amizades também acabam. Quando você vê ela escorreu pelas suas mãos. E PONTO.

Ficou comigo a dor da decepção, a mágoa pelas atitudes inesperadas de alguém que amava. Tento buscar dentro de mim as lembranças do que foi leve, solto, doce e sincero nessa relação de anos. 

O que foi poesia, alegria e cor guardo no peito. 

O que dói tento soltar feito barco de papel no rio, feito gaivota que se despenca no ar.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Inundação

Meu coração se dilacera frente a mudanças que não posso evitar. Talvez sempre tenha sido assim... Mas só agora percebo o quanto não tenho o controle do vai e vem, do inundar da vida. Queria que meu rio estivesse fluindo tranqüilo, certo de seu amanhã. Mas as itempéries insistem em inundar e chacoalhar essas minhas águas.

A meditação ajuda mas é tanto sentimento e emoção que vem a tona durante o meditar, tanta limpeza interna que agora entendo porque muitas pessoas não conseguem continuar a meditar com constância. Não é agradável se deparar com medos e sentimentos afobados que vem sabe-se lá de onde. Ainda assim, ao olhar para essa inundação sinto-me mais calma. Se a inundação tá ali o que resta fazer é esperar passar. Com amor.


E passa viu. São só emoções que se dissolvem no tempo, no amanhacer, no instante.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Caminho do coração

Tento seguir o caminho do coração, mas não é fácil. São tantas forças que me puxam para direções opostas ( o mental, a família, as obrigações...). Tá difícil esse momento de vida. Mas é impressionante como uma força surge dentro da gente nessas horas. É claro... Muitas vezes deito e choro para liberar o peso no coração. Depois disso lavo o rosto, me levanto e penso vamos lá: é hora de fazer algo que me deixe bem, mesmo que seja tomar um café com leite na padaria. Só aquele quentinho já me acolhe e me abraça. E não tem jeito! Se estamos nesse mundo, alguma hora vai doer o peito. Não temos muito como escapar...

Quando você convive com alguém muito próximo que está doente, você se lembra a todo momento da sua mortalidade. E quase todo dia eu me lembro disso agora. E não é que tem vezes que ainda fico surpresa? Nossa...Vou morrer também um dia. Ha, ha, ha! É tão óbvio que chega a ser engraçado, mas para viver o dia a dia tentamos esquecer o inevitável.

Outro dia li uma frase do Dalai Lama que dizia mais ou menos assim: "o que mais me surpreende no mundo são os homens. Os homens acabam com a saúde para ganhar dinheiro e depois gastam todo o dinheiro para recuperar a saúde. Os homens vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido".

Quero morrer acreditando que vivi tudo o que foi possível e que fiz o melhor que pude. Para mim a perda de saúde da minha mãe tem me trazido consciência das minhas limitações e humildade ao perceber que estou aqui só por um tempo.

É, não tenho controle de uma série de acontecimentos que ocorrem na minha vida.


Mas todo dia me levanto e me pergunto: estou feliz com minhas escolhas de vida? E se não estiver como posso começar a mudá-las agora? Meu coração palpita quando é ouvido.

Por que esquecemos de escutá-lo?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Carta a Mãe Divina

Mãe Divina,

Transforma a dor do meu coração em borboleta,
as nuvens dos meus olhos em sol.


Não é fácil estar aqui embaixo. Você mesmo sabe o quanto foi difícil para mim nascer (eu nem queria sair da barriga!). E agora que não tem mais jeito, já que aqui estou, peço que me liberte. Me liberte de tudo o que me impede de encontrar o que esqueci Ser.


Ando cansada das rodas vivas de muitas existências, dos prazeres efêmeros desse mundo que não me satisfazem. Quero a quietude do coração, o êxtase divino que só você pode me dar. Quero alegria sempre renovada, amor infinito que vem da sua fonte.

Outro dia uma amiga carinhosamente me chamou de "maluquinha" por fazer de ti, Mãe Divina amada, a busca essencial de minha vida. E eu respondi que para mim loucos são os que acreditam que vão encontrar a plenitude do lado de fora (e não dentro de si). É eu sei que não é fácil olhar para dentro e por isso muitos não o fazem. Mas é dentro que te encontramos.

E já senti como é bom estar perto de ti, Grande Mãe. Você não me engana mais com seus brinquedos e devaneios desse mundo! Sim há milhares de distrações por aqui. Mas depois de sentir um pouco do seu amor é impossível voltar atrás. Não dá! Continuo minha viagem nesse mundo de altos e baixos, de mudanças constantes, de sombra e luz, mas com o coração sempre, sempre atrás de ti.

Você não tem opção! Um dia terá que vir de vez para mim.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Meu ACORDE

É...
Você realmente me acordou (meu A- COR-DE).


Viajar por pequenos paraísos com você me trouxe de volta a vida.
A vida que escorria por meus dedos e pés feito chuva.
E era tanta chuva que saía de dentro!


Na sua música, no seu humor refinado
me deixei voar e virei gaivota.

Gaivota leve,
plainando,
brincando.

Por trás do seu ar de sério você é puro riso.
Adoro nadar em seus braços
e me perder em seus carinhos de girassol.



Gosto de te beijar feito vaga-lume, te abraçar em excesso, te deixar sem graça frente aos costumes do "velho continente", te fazer rir, te fazer cantar, te deixar louco. Te agarrar sem medo. Te roubar por algumas horas. Me entregar sem receio.


Você me esquenta.

Vem pra perto!
E me colore os olhos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Me desperta

Sabe...
Num momento em que choro quase todos os dias, você (mesmo aí do outro lado do mundo, atrás da tela do computador) me transforma em sorriso. Apesar da distância física, te sinto tão perto. Gosto de ouvir a sua voz e ver o seu cabelo se despentear na penumbra. E adoro sentir o seu sorriso, escutar o seu beijo estalar através das estrelas. Faltam poucas nuvens para eu estar do seu lado de novo, dessa vez sentindo seu cheiro, tocando sua pele e cantando, sempre cantando, junto de você.


Me leva amor, para uma viagem bem longe daqui

Me desperta da sombra.


Me mostra os cataventos
e diz para mim que ainda há outros mundos
bem mais coloridos e plenos de beija-flor.

Vamos nos afagar

e nos afogar de ternura e carícias
sem tempo nem hora

Vamos nos tocar em poesia
Nos despir em amor

Me mostra o seu mundo,
o seu A - COR - DE.

Me ACORDA.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Choro

Eu sei. Tenho sido só choro nesses últimos tempos. Tento voltar aqui para a Alegria do Blog mas meu coração chora entrecortado pelas notícias despedaçadas. Me sinto feito papel que se desfaz na água e não sabe mais como virar inteiro de novo. Me sinto chuva inundando a mim mesma e é tanta a dor represada no peito que tudo transborda. E as lágrimas me desinundam.

Sei que todo mundo tem a sua hora de ir embora. Mas quando alguém que você ama muito tem o seu tempo reduzido é preciso resignificar a morte. Porque a que carrego em meu peito parece ser pesada demais para me adequar a esses novos ventos.


Percebo a dor nos olhos dos outros, o choro contido e escondido de cada um. A negação e a não aceitação de alguns. E sempre choro junto.

Quem sabe... Daqui a pouco viro rio.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Carta a minha mãe


Mãe,


Você quase foi embora. Quase deixou esse seu jardim de flores e heras ressacadas. Eu sei, você não queria mais um jardim morto e chorava por um recomeço. E eu choro junto mãe. O seu pranto é o meu pranto. Sempre enxerguei a sua dor.


Na sua ausência, mãe, me vi criança novamente. As memórias voltam como um rio: meu irmão e eu, crianças, correndo na praia ao seu redor, os nossos pulos em cima da cama, as nossas brigas que te tiravam do sério, as viagens de carro enrolados no edredon, as brincadeiras cheias de gritos e cantoria.

Eu não sei bem se você já voltou mãe. Te sinto frágil entre homens de branco e uma família entristecida.
Será que você volta?
Onde você está?


Sei o quanto a vida aqui era escura para você. Nem mesmo o verde e as flores (que você tanto ama) eram capazes de trazer o seu sorriso.

Sinto você criança. Sinto você em outro mar. E quem sabe? O mar do seu mundo pode ser mais turquesa que o nosso. Quem sabe esse mar não te ajude a ver o azul?


E o Sol mãe. Como queria que você pudesse sentir o Sol junto comigo.

Mãe, aonde quer que esteja sente o meu amor,
sente o nosso amor por você.

É ele que traz cor a vida.
Sente, mãe.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Cinza



Virei cinza com você. Como é que pode?
Sempre achei que duas cores vivas
ficariam mais vibrantes juntas.


A relação com o outro é soma.
Mas quando vira tempo escuro de nuvens cerebrais,
carregadas de "não" e "esse é o jeito certo",
sinto que é minha hora de voar.

Eu me pergunto...
Cadê aquela mulher de sorriso no rosto e estrela no olhar?
Cadê a leveza, a dança e a alegria que antes me visitavam?

Perdi a cor. Será que me perdi de mim?

Terminar dói.
Só que dói menos do que ser cinza.

Não gosto de fim.
Sou de começos.
De frutas que brotam na terra,
De flores que desabrocham.

Quero ser cor de Aurora.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Triste



Meu coração se aperta. Mais uma vez...
Ele tenta achar uma janela, uma fresta de ar
mas só encontra paredes.


É coração... Já tem um tempo que você anda triste, cabisbaixo.
Nem o choro mais você contém.
Eu sinto a sua dor, a inflamação no peito.

Tento rir da dor e digo: ela passa.
Dor de amor...
E quem mandou ser coração tão frágil?


Você tinha medo que esse amor fosse como onda do mar.
Mas ninguém segura o mar.

E do que adianta dizer que se tem um amor
e sentir-se tão sozinho?
Sentir-se nadando contra a corrente
enquanto você quer deixar-se fluir.


Coração, vou te embalar em meus braços com canção de ninar,
te darei beijos de beija-flor até que
a sua flor (tão murcha agora)
volte a cantar.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Meu irmão

Para Tomás

Outro dia mais uma pessoa veio me perguntar:

- Será que seu irmão gostou de mim? Me achou legal?
E achei engraçado lembrar que durante minha vida ouvi essa pergunta dezenas de vezes. E porque será que as pessoas querem que o meu irmão goste delas? Simplesmente porque ele é daqueles caras que o coração mal cabe dentro do peito de tão grande! É claro que ele tem um talento para desenho e criação sem igual e tem gente que o admira por isso. Mas o que faz tanta gente querer estar perto dele é o seu jeito amoroso e vivaz de ser. Você está ao lado dele um dia e sem saber porque começa a se sentir tão bem! He, he, he!

Então irmão, continue sendo você desse jeito único: engraçado, cheio de entusiasmo, de idéias, de sensibilidade, de alegria, de desenho, de criatividade, de sonhos, de afeto, de amor que transborda e contagia os outros.

Eu amo você!

E desejo sempre te ver com estrelas nos olhos,
mãos pintadas de cores e sonhos que voam.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Girassol



Queria ser Girassol de pétalas sempre viradas ao Sol.

E o que faz o girassol a Noite?
Se esconde? Aquiesce?

Mesmo a flor do Sol passa pelo negrume.

Nas vicissitudes do amar queria ser somente beija flor:

leve, cor suspensa no ar, flor de asas.

Mas quando vem o cinza, a intempérie do amor,

eu esqueço o beija-flor.
Como é frágil o coração.
Algumas palavras são suficientes para
deixá-lo cabisbaixo, sem canto.
E porque a pessoa que te canta melodias
logo te fere com palavras ásperas?

E porque esse amor a dois oscila entre preto e branco?

Eu adoraria escolher o branco.


Só o branco.


Ando em busca de um amor de mar turquesa, de águas macias.

Aquele Amor de letra maiúscula
que transcende as mágoas, as sombras, a noite.


Num mundo de dia e noite como encontrar um Amor sem noite?

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Onda que vem... Será que vai?

Sim, tenho medo. Medo de te mostrar a intensidade carmim de meus sentimentos. Sua voz é suspiro, arrepio na pele. Seu beijo me descompassa. Sei que gosta da fala clara e direta, mas sou assim: repleta de noite e mistérios.

Não vê que me afogo em seus olhos de mel? E me desmancho em seu toque? E que na nossa dança (você me enganou, seu dançarino!) me entrego tanto que me perco?

Sei que por vezes viro criança, insegura e boba.Tem noites que prendo as lágrimas e me finjo forte. E me faço rebelde para esconder a fragilidade e o despedaçar do peito.

E se você for onda que me envolve e logo se desfaz?

Onda
, fica comigo, no vai e vem do nosso mar. Vamos nos transbordar de espuma e tons.

Derrama em mim a firmeza dos seus passos, a doçura dos seus gestos, o seu balançar.

Me inunda com a sua ginga, a sua arte e o seu Sentir.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Estrela de Belém




Flor Estrela- de -Belém, mais conhecida como
a famosa essência floral de Bach, "Star of Bethelem", que cura
traumas, dores e tristezas. Não são lindas?


O nosso amor foi como a flor Estrela- de- Belém: estrelado e branco. E repito, mais uma vez, que você foi brisa suave em minha vida, pois brisa quente vindo do mar acolhe, abraça e ama com carinho.

Você foi riacho aguando o meu pesar, lavando meus por quês e e serás. Com você vivi o momento e apesar de ter partido como onda do mar, as lembranças de você são de: cores,
jabuticaba(!), alegria, leveza, pulo de carnaval, beijos, brincadeira, afeto e... brisa.

Estrela de Belém - que alivia as maiores tristezas- possa você expressar seu olhar terno e sua fonte de brancura a outros sorrisos.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Rachadura no peito

Sabe a sensação de rachadura no peito? `As vezes começa como uma fenda pequenina. E então, aquela palavra seca, aquela atitute que machuca faz a fenda crescer feito era. E quando percebe, já nem respira mais o coração.

Fenda que vira rachadura é feito flor de girassol que murcha e não mais acorda com o canto do sol. Meu coração está como terra de sertão: seco, quebradiço, cheio de cortes descompassados.

Os sentimentos de ontem escorrem pelas fendas de rachaduras tortas... E o coração vai se esvaziando daquele amor que era flor de centeio.

E resta uma dor profunda. Um vazio.

O peito fica rouco, sem canto, sem vida.

E precisa ficar só, para que com o tempo - e só com o tempo - redescubra o seu encanto.