João revelou a ela que seu amor era como a flor gerbera.
Mas ela não deu atenção. Nem ternura.
As pétalas da gerbera foram caindo,
até que do amor-flor de João só sobrou o miolo.
Um amor despetalado.
Será que ela não sabe que dói em mim tanto o quanto dói nela?
E que há em mim sonhos repletos de pássaros, vôos e entrega?
João murchou...
E esperou o vento trazer novas sementes.
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
João e Julia
João queria conhecê-la do avesso, revirá-la por dentro.
Que vento és tu?
Que nuvem te desperta?
O que faz rir teu coração?
Para Julia, João era poesia, canto inesperado.
Julia era o mistério e João o vazio.
De qual flor vem o teu néctar?
Qual a cor do teu sentir?
E Julia sorria.
Gostava de sentir a respiração de João sobre seu peito.
João acariciou-lhe o rosto.
Fitaram-se...
e mergulharam um no outro.
O silêncio falava mais que a palavra.
No silêncio, um sonhava o outro.
Que vento és tu?
Que nuvem te desperta?
O que faz rir teu coração?
Para Julia, João era poesia, canto inesperado.
Julia era o mistério e João o vazio.
De qual flor vem o teu néctar?
Qual a cor do teu sentir?
E Julia sorria.
Gostava de sentir a respiração de João sobre seu peito.
João acariciou-lhe o rosto.
Fitaram-se...
e mergulharam um no outro.
O silêncio falava mais que a palavra.
No silêncio, um sonhava o outro.
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