Mostrando postagens com marcador Silêncio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Silêncio. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Lava

Tem dias que chove aqui dentro. São gotas de lava escura que viram meu olhos do avesso e me fazem olhar para dentro. A lava lava tudo... E depois traz o vai e vem das ondas. E onda do mar nunca é igual a outra. É como sorriso de lua.

Quando mais nova tinha tudo planejado (até o final da vida! Ha ha ha!). Uma parte minha ainda acreditava em certos clichês: se tiver vários títulos terei sucesso na vida; só tenho valor através do trabalho; quando conseguir mais dinheiro estarei melhor; no futuro e sempre no futuro as coisas vão melhorar. E de que adianta tantas regras ("tem que ser assim!") se nada disso preenche o vazio que em alguns momentos se faz presente?

Não são os diplomas na parede, nem os dogmas, nem o futuro que preenchem esse espaço de dentro. Disso eu já sei. E por isso, tento buscar o indecifrável que me nutre; o ninho que me acolhe e cobre a lava escura.

Vago em busca de Flor que desabroche.

De Semente que germine o peito.

Do Respiro no silêncio.

Do Sim do infinito.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Manifestação



Eu fico olhando para o ar,
tentando perceber o que o tempo
quer me dizer.


É como se estivesse tudo em suspensão
e eu me silencio tentando escutar.

Ei?


Por vezes escuto quase um sussurro,
balbuciando palavras.

É comigo?


O susurro aumenta e uma voz sem fim

/assim sem mais nem menos,
sem autorização prévia ou lógica que se explique/

se manifesta em meu caderninho
de lápis cansado e canetas voadoras.