Julia queria dizer-lhe o quanto era vidro de cristal.
Não chegue tão perto! Posso quebrar...
Ou seria ela areia que escorre entre os dedos?
Queria perder-se no céu de seus olhos,
mas receava deixar as margaridas.
As margaridas traziam-lhe o alívio do branco.
E no entanto, não era o branco todas as cores?
Ele era fulgor alumiando a noite.
Ela, margarida.
Deitou-se ao seu lado
e coloriu o seu branco.
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terça-feira, 8 de junho de 2010
terça-feira, 20 de abril de 2010
João e Julia
João queria conhecê-la do avesso, revirá-la por dentro.
Que vento és tu?
Que nuvem te desperta?
O que faz rir teu coração?
Para Julia, João era poesia, canto inesperado.
Julia era o mistério e João o vazio.
De qual flor vem o teu néctar?
Qual a cor do teu sentir?
E Julia sorria.
Gostava de sentir a respiração de João sobre seu peito.
João acariciou-lhe o rosto.
Fitaram-se...
e mergulharam um no outro.
O silêncio falava mais que a palavra.
No silêncio, um sonhava o outro.
Que vento és tu?
Que nuvem te desperta?
O que faz rir teu coração?
Para Julia, João era poesia, canto inesperado.
Julia era o mistério e João o vazio.
De qual flor vem o teu néctar?
Qual a cor do teu sentir?
E Julia sorria.
Gostava de sentir a respiração de João sobre seu peito.
João acariciou-lhe o rosto.
Fitaram-se...
e mergulharam um no outro.
O silêncio falava mais que a palavra.
No silêncio, um sonhava o outro.
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