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terça-feira, 27 de outubro de 2009
A Estrela de Ana
Ana andava cansada das brigas com a mãe. Ela buscava a sua própria estrela e não qualquer luz de poste feito mariposa cega. Mas a mãe não aceitava: queria a segurança da filha. E aqueles sonhos eram muito incertos.
Ana queria seguir o seu coração e não o que outros achavam que era o melhor para ela. E ela, por vezes, se perdia com as luzes ilusórias do caminho, pois eram muitas distrações que a desviavam de sua estrela.
A mãe insistia que Ana entrasse no formato quadrado e padrão do que é considerado certo, pois isso era o seguro, o aceito pela sociedade. Ela tentava explicar para mãe que deixando de lado seus sonhos, viraria folha seca, endurecida pelo tempo da vida. Mas a mãe não a compreendia e assim as duas eram como dois olhos que não mais se viam.
Ana era pássaro selvagem e morreria se fosse engaiolada. Ana queria fazer arte e ser a própria arte. Ela curava a si e ao mundo. Talvez tivesse que desvendar montanhas e quebrar suas asas durante esse caminho. Não se importava. Era nesse caminhar - de encontrar a estrela de dentro - que sentia-se plena.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
Vik Muniz: ensina-me a ver arte onde eu jamais sonhei!
Como expressar tudo o que senti ao ver a exposição do Vik Muniz no MAM? É difícil, mas vou tentar ... Retratos, fotos e imagens feitas do lixo, da poeira, do acúcar, do chocolate, do diamante. Imagens belíssimas criadas do que consideramos feio, sujo, do que rejeitamos do que não vemos ou não queremos ver. Ao mesmo tempo, imagens do que é gostoso e doce (feitas de chocolate e acúcar) do que consideramos belo e caro (diamantes e caviar). Vik Muniz obrigado por me inspirar e me tocar profundamente! E principalmente, por me fazer perceber que a arte está em todo o lugar, até mesmo no pó da poeira.
Me arrebata, me inspira
Me tira do meu chão.
Me traz de volta para mim mesma, perplexa, perdida,
Mostra-me o outro lado do feio
Do sujo, do lixo, das minhas partes que não quero ver
Mostra-me a doçura, o açúcar, a poeira da vida
Ah, Vik Muniz!
Me tira do meu chão.
Me traz de volta para mim mesma, perplexa, perdida,
Mostra-me o outro lado do feio
Do sujo, do lixo, das minhas partes que não quero ver
Mostra-me a doçura, o açúcar, a poeira da vida
Ah, Vik Muniz!
Mostra-me esse mundo novo
que só você parece ver!
Antes que eu me perca nas palavras
e nessa avalanche de criatividade repentina,
ensina-me a sentir o mundo
de cabeça para baixo
Antes que eu me perca nas palavras
e nessa avalanche de criatividade repentina,
ensina-me a sentir o mundo
de cabeça para baixo
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Vik Muniz
Finalmente a livre expressão!

Faz tempo que meu coração me pedia loucamente para criar um blog... E nada! Mas hoje: eu consegui! E não foi por falta de tempo ou por questões tecnológicas ou qualquer coisa do tipo. Não, não foi nada disso. Foram mesmo questões internas e inconscientes, que nem mesmo eu entendia direito, que me impediam de começar a escrever sem limites, sem prazo, sem razão. A minha mente pensava: será mesmo que eu posso? Escrever tudo o que o meu sentir quer que eu escreva, assim sem nenhuma restrição e com total liberdade? Esse blog "Alegria" é agora esse espaço. Um espaço de liberdade, de expressão de tudo aquilo que sempre quis escrever mas achava que não podia...Um espaço em que eu possa expressar o tudo e o nada. Um espaço de alegria e de profunda conexão comigo mesma.
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