

Nado, nado em um mar sem fim
Por vezes me perco nessa imensidão verde-água
Já a gaivota não.
A gaivota é certeira: mergulha feito espada em onda agitada
Gaivota corta o mar de ressaca atrás do que quer
Quando vem rajada de vento,
não luta contra
nem bate asas
simplesmente plaina,
vira equilibrista no ar.
Tente olhar a gaivota...
Ela mergulha profundo na água das emoções
Mas não fica por lá.
Não se afunda, nem se perde
Gaivota mergulha
E volta a voar
Leve como canção de ninar
Branca como luz de luar
Livre feito onda do mar
Quero ser gaivota: no ontem, no hoje, no que ainda não há.
Fotos: Jim Skea