segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Amore che vola

Me sinto bem junto aos seus cabelos de mar, repletos de ondas e curvas sem fim. Cheiro seu pescoço, pele, cabelos e te agarro.

Depois te solto e você, livre, voa na sua bicicleta. 

Também tenho voado por tantas partes do mundo para ter alguns minutos da sua mão junto da minha, do seu rosto cantando para o meu.  

Sim, eu sei que tem a diferença de língua, cultura, frio e os nossos humores geniosos que algumas vezes se chocam. 

Ma che bella língua é la tua língua italiana! E che lindo ragazzo sei! O amor não tem língua definida. 

Tem cor, gosto, momento.

O amor não tem garantias nem controle, só o deixar-se viver. 

Deito em cima de ti e te sinto. 
Escuto o a vida que sai de ti, 

a respiração a dois

o farfalar de nossas asas. 

Me transforma em borboleta.

domingo, 11 de setembro de 2011

Vaga-Lume

Ando pela vida em busca de 
Sonho
Vaga  ou
Faísca 
que me acenda

Vaga-Lume 

Cacos

O vento me lembra o borbulhar de emoções que não se expressam; sentimentos mudos.

É leve leve o vento. 
Assim queria que fosse meus pensamentos.

Estou juntando os cacos.

Sobre o renascer da minha mãe

Muitos amigos e pessoas queridas vem pedindo notícias de minha mãe. Pois bem! Minha mãe resnasceu de uns tempos para cá. Melhorou de tal maneira que até seu negro diagnóstico médico foi mudado. 

É... os milagres acontecem. 

Tudo mudou no fim de Maio, quando fui a um seminário de meditação Kriya Yoga em São Paulo e passei o fim de semana na presença do Santo e Mestre Paramahansa Prajnanananda. Durante o primeiro dia de meditação entreguei a ele a foto da minha mãe e pedi uma benção divina para ela, já que a medicina dizia que o caso de minha mãe não tinha cura. O santo perguntou se poderia levar a foto dela com ele e disse que rezaria por ela. Eu deixei que ele levasse a foto e chorei feito uma criança depois de tudo isso. 

Depois desse fim de semana, minha mãe só fez melhorar e hoje está praticamente boa.

Enfim, cada um da família acha que a melhora dela foi por um motivo diferente. Mas para mim foi sem dúvida a benção divina recebida do Prajnanananda. 

Obrigada Mestres da Kriya Yoga! 

Obrigada Mãe divina do Amor!

E obrigada a todos vocês que me apoiaram com as suas palavras.

Acabou. Ponto.

Que bom voltar para esse espaço daqui. Outro dia tentei escrever por aqui, mas meu coração andava tão triste que as palavras se dissolviam no vazio. Resolvi respeitar o meu tempo interno. `As vezes é preciso o vazio.

Tive que deixar ir embora pessoas que achei que ficariam por perto. Pois bem. As amizades também acabam. Quando você vê ela escorreu pelas suas mãos. E PONTO.

Ficou comigo a dor da decepção, a mágoa pelas atitudes inesperadas de alguém que amava. Tento buscar dentro de mim as lembranças do que foi leve, solto, doce e sincero nessa relação de anos. 

O que foi poesia, alegria e cor guardo no peito. 

O que dói tento soltar feito barco de papel no rio, feito gaivota que se despenca no ar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Uma vida de cor

Aos vinte anos, me sentia perdida no meio da maré de discursos e tentava achar um caminho que fosse menos doloroso e que me desse todas as soluções. Ainda não sabia que enquanto não olhasse para as relações partidas que existiam dentro de mim, começando pelo meu pai e minha mãe, não teria sossego. E a relação que eu mais queria curar não era com nenhum outro, mas comigo mesma.

`As vezes, somos sensíveis e amorosos com os outros, mas com nós mesmos somos verdadeiros carrascos. Eu era assim sem perceber... E estou ainda aprendendo a me colocar no meu próprio colo e a me cuidar com delicadeza e amor.

Mas o que quero escrever aqui hoje é

Não importa o que você passou:

Ainda  é possível uma vida de cor e de equilíbrio.

E eu falo por experiência própria e por todas as curas maravilhosas que já tive e continuo tendo nesses últimos tempos. Mas para isso é importante aprender a olhar para dentro, já que estamos acostumados a olhar apenas para o mundo externo e fazemos muito pouco contato com nossas emoções.

Até o meu último respiro,
que eu possa cada vez mais ser 
o equilíbrio interior

o amor

a alegria

a leveza

as cores

 o pássaro exótico que canta em meu peito.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Inundação

Meu coração se dilacera frente a mudanças que não posso evitar. Talvez sempre tenha sido assim... Mas só agora percebo o quanto não tenho o controle do vai e vem, do inundar da vida. Queria que meu rio estivesse fluindo tranqüilo, certo de seu amanhã. Mas as itempéries insistem em inundar e chacoalhar essas minhas águas.

A meditação ajuda mas é tanto sentimento e emoção que vem a tona durante o meditar, tanta limpeza interna que agora entendo porque muitas pessoas não conseguem continuar a meditar com constância. Não é agradável se deparar com medos e sentimentos afobados que vem sabe-se lá de onde. Ainda assim, ao olhar para essa inundação sinto-me mais calma. Se a inundação tá ali o que resta fazer é esperar passar. Com amor.


E passa viu. São só emoções que se dissolvem no tempo, no amanhacer, no instante.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Terapias do Bem Viver

Para quem gosta de terapias alternativas segue meu novo Blog:

http://terapiasdobemviver.blogspot.com/

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Caminho

Sabe, andei meio sumida daqui. Mas tava precisando reorganizar sentimentos densos, varrer vales amontoados de lágrimas e me reestruturar por dentro. No final do ano passado um furacão invadiu a minha vida e me fez rodar, rodar... me deixou completamente aos avessos. Os primeiros meses foram bem dolorosos. Mas agora retorno com o coração límpido e a face plena de sorriso do amanhecer.

Doeu, caí e achei que ia me dissolver de vez.

E no entanto bailo de novo no vai e vem da vida.

Os desafios não terminaram e nem ficaram menores. Lentamente fui mudando dentro para poder lidar com fatos que ninguém pode mudar.

Decidi ser água que desagua em novos rios.
Vento que aceita sua intensidade e seu caminho.

A roda viva não para.
Cabe a gente encontrar o nosso centro e continuar caminhando.

Forte,
com fôlego.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cantiga

Deixa seu rosto bem pertinho assim do meu
E depois não vai dizer que você se arrependeu

terça-feira, 3 de maio de 2011

Caminho do coração

Tento seguir o caminho do coração, mas não é fácil. São tantas forças que me puxam para direções opostas ( o mental, a família, as obrigações...). Tá difícil esse momento de vida. Mas é impressionante como uma força surge dentro da gente nessas horas. É claro... Muitas vezes deito e choro para liberar o peso no coração. Depois disso lavo o rosto, me levanto e penso vamos lá: é hora de fazer algo que me deixe bem, mesmo que seja tomar um café com leite na padaria. Só aquele quentinho já me acolhe e me abraça. E não tem jeito! Se estamos nesse mundo, alguma hora vai doer o peito. Não temos muito como escapar...

Quando você convive com alguém muito próximo que está doente, você se lembra a todo momento da sua mortalidade. E quase todo dia eu me lembro disso agora. E não é que tem vezes que ainda fico surpresa? Nossa...Vou morrer também um dia. Ha, ha, ha! É tão óbvio que chega a ser engraçado, mas para viver o dia a dia tentamos esquecer o inevitável.

Outro dia li uma frase do Dalai Lama que dizia mais ou menos assim: "o que mais me surpreende no mundo são os homens. Os homens acabam com a saúde para ganhar dinheiro e depois gastam todo o dinheiro para recuperar a saúde. Os homens vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido".

Quero morrer acreditando que vivi tudo o que foi possível e que fiz o melhor que pude. Para mim a perda de saúde da minha mãe tem me trazido consciência das minhas limitações e humildade ao perceber que estou aqui só por um tempo.

É, não tenho controle de uma série de acontecimentos que ocorrem na minha vida.


Mas todo dia me levanto e me pergunto: estou feliz com minhas escolhas de vida? E se não estiver como posso começar a mudá-las agora? Meu coração palpita quando é ouvido.

Por que esquecemos de escutá-lo?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Carta a Mãe Divina

Mãe Divina,

Transforma a dor do meu coração em borboleta,
as nuvens dos meus olhos em sol.


Não é fácil estar aqui embaixo. Você mesmo sabe o quanto foi difícil para mim nascer (eu nem queria sair da barriga!). E agora que não tem mais jeito, já que aqui estou, peço que me liberte. Me liberte de tudo o que me impede de encontrar o que esqueci Ser.


Ando cansada das rodas vivas de muitas existências, dos prazeres efêmeros desse mundo que não me satisfazem. Quero a quietude do coração, o êxtase divino que só você pode me dar. Quero alegria sempre renovada, amor infinito que vem da sua fonte.

Outro dia uma amiga carinhosamente me chamou de "maluquinha" por fazer de ti, Mãe Divina amada, a busca essencial de minha vida. E eu respondi que para mim loucos são os que acreditam que vão encontrar a plenitude do lado de fora (e não dentro de si). É eu sei que não é fácil olhar para dentro e por isso muitos não o fazem. Mas é dentro que te encontramos.

E já senti como é bom estar perto de ti, Grande Mãe. Você não me engana mais com seus brinquedos e devaneios desse mundo! Sim há milhares de distrações por aqui. Mas depois de sentir um pouco do seu amor é impossível voltar atrás. Não dá! Continuo minha viagem nesse mundo de altos e baixos, de mudanças constantes, de sombra e luz, mas com o coração sempre, sempre atrás de ti.

Você não tem opção! Um dia terá que vir de vez para mim.

Ainda transborda

É... ainda me transbordam as lágrimas. E apesar de ser um caminho sem volta já consigo perceber uma força cá dentro que parecia não existir antes. Afinal, é assim mesmo a vida: efêmera, por vezes abrupta. Se esvai feito folha ao vento.

O que dói é ver seu sofrimento, suas palavras sombrias e nada poder fazer, a não ser te dar amor.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Meu ACORDE

É...
Você realmente me acordou (meu A- COR-DE).


Viajar por pequenos paraísos com você me trouxe de volta a vida.
A vida que escorria por meus dedos e pés feito chuva.
E era tanta chuva que saía de dentro!


Na sua música, no seu humor refinado
me deixei voar e virei gaivota.

Gaivota leve,
plainando,
brincando.

Por trás do seu ar de sério você é puro riso.
Adoro nadar em seus braços
e me perder em seus carinhos de girassol.



Gosto de te beijar feito vaga-lume, te abraçar em excesso, te deixar sem graça frente aos costumes do "velho continente", te fazer rir, te fazer cantar, te deixar louco. Te agarrar sem medo. Te roubar por algumas horas. Me entregar sem receio.


Você me esquenta.

Vem pra perto!
E me colore os olhos.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Me desperta

Sabe...
Num momento em que choro quase todos os dias, você (mesmo aí do outro lado do mundo, atrás da tela do computador) me transforma em sorriso. Apesar da distância física, te sinto tão perto. Gosto de ouvir a sua voz e ver o seu cabelo se despentear na penumbra. E adoro sentir o seu sorriso, escutar o seu beijo estalar através das estrelas. Faltam poucas nuvens para eu estar do seu lado de novo, dessa vez sentindo seu cheiro, tocando sua pele e cantando, sempre cantando, junto de você.


Me leva amor, para uma viagem bem longe daqui

Me desperta da sombra.


Me mostra os cataventos
e diz para mim que ainda há outros mundos
bem mais coloridos e plenos de beija-flor.

Vamos nos afagar

e nos afogar de ternura e carícias
sem tempo nem hora

Vamos nos tocar em poesia
Nos despir em amor

Me mostra o seu mundo,
o seu A - COR - DE.

Me ACORDA.