terça-feira, 31 de maio de 2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Caminho

Sabe, andei meio sumida daqui. Mas tava precisando reorganizar sentimentos densos, varrer vales amontoados de lágrimas e me reestruturar por dentro. No final do ano passado um furacão invadiu a minha vida e me fez rodar, rodar... me deixou completamente aos avessos. Os primeiros meses foram bem dolorosos. Mas agora retorno com o coração límpido e a face plena de sorriso do amanhecer.

Doeu, caí e achei que ia me dissolver de vez.

E no entanto bailo de novo no vai e vem da vida.

Os desafios não terminaram e nem ficaram menores. Lentamente fui mudando dentro para poder lidar com fatos que ninguém pode mudar.

Decidi ser água que desagua em novos rios.
Vento que aceita sua intensidade e seu caminho.

A roda viva não para.
Cabe a gente encontrar o nosso centro e continuar caminhando.

Forte,
com fôlego.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Cantiga

Deixa seu rosto bem pertinho assim do meu
E depois não vai dizer que você se arrependeu

terça-feira, 3 de maio de 2011

Caminho do coração

Tento seguir o caminho do coração, mas não é fácil. São tantas forças que me puxam para direções opostas ( o mental, a família, as obrigações...). Tá difícil esse momento de vida. Mas é impressionante como uma força surge dentro da gente nessas horas. É claro... Muitas vezes deito e choro para liberar o peso no coração. Depois disso lavo o rosto, me levanto e penso vamos lá: é hora de fazer algo que me deixe bem, mesmo que seja tomar um café com leite na padaria. Só aquele quentinho já me acolhe e me abraça. E não tem jeito! Se estamos nesse mundo, alguma hora vai doer o peito. Não temos muito como escapar...

Quando você convive com alguém muito próximo que está doente, você se lembra a todo momento da sua mortalidade. E quase todo dia eu me lembro disso agora. E não é que tem vezes que ainda fico surpresa? Nossa...Vou morrer também um dia. Ha, ha, ha! É tão óbvio que chega a ser engraçado, mas para viver o dia a dia tentamos esquecer o inevitável.

Outro dia li uma frase do Dalai Lama que dizia mais ou menos assim: "o que mais me surpreende no mundo são os homens. Os homens acabam com a saúde para ganhar dinheiro e depois gastam todo o dinheiro para recuperar a saúde. Os homens vivem como se nunca fossem morrer... e morrem como se nunca tivessem vivido".

Quero morrer acreditando que vivi tudo o que foi possível e que fiz o melhor que pude. Para mim a perda de saúde da minha mãe tem me trazido consciência das minhas limitações e humildade ao perceber que estou aqui só por um tempo.

É, não tenho controle de uma série de acontecimentos que ocorrem na minha vida.


Mas todo dia me levanto e me pergunto: estou feliz com minhas escolhas de vida? E se não estiver como posso começar a mudá-las agora? Meu coração palpita quando é ouvido.

Por que esquecemos de escutá-lo?